Passageiros com febre à chegada ao aeroporto de Luanda passam a quarentena


 

Lusa/AO online   Internacional   26 de Ago de 2014, 18:21

Os passageiros que entrarem em Angola através do aeroporto internacional de Luanda com sintomas de febre vão ficar em quarentena, como forma de despistar eventuais casos de Ébola, informou a diretora provincial de Saúde.

 

De acordo com Rosa Bessa, no aeroporto internacional 04 de Fevereiro, em Luanda, já funciona em permanência uma equipa de saúde para inspeção dos passageiros, agora munida de sensores de temperatura tendo em conta que um dos principais sintomas do Ébola é a febre.

"Aqueles casos que chegarem ao país com febre, detetada por estes sensores, terão de ser encaminhados para quarentena e fazer-se uma investigação", explicou a diretora provincial de Saúde de Luanda, Rosa Bessa.

Angola passou a integrar o grupo de países com risco "moderado a alto" de infeção por Ébola, depois de casos confirmados na República Democrática do Congo (RDCongo), avançou na segunda-feira à Lusa a Diretora Nacional de Saúde Pública angolana.

"Até há uma semana, Angola era considerada como um país de baixo-médio risco. Neste momento entra para o grupo de países com risco moderado a alto, porque tem um país vizinho com a epidemia confirmada", explicou Adelaide de Carvalho, referindo-se à classificação internacional sobre a propagação da doença.

As autoridades sanitárias angolanas estão agora a "redobrar" e a "acelerar" a mobilização de equipas para o controlo, alerta e vigilância sanitária, nomeadamente nos postos de fronteira a norte.

A evolução da propagação do Ébola por vários países do continente africano e as medidas de proteção adotadas em Angola foram analisadas hoje pela Comissão para a Política Social do Conselho de Ministros, que decorreu sob orientação do vice-presidente da República, Manuel Vicente.

"Temos de estar mais atentos à movimentação de pessoas, mas não entrar em pânico", defendeu o ministro da Saúde, José Van-Dúnem, no final desta reunião, a propósito dos sintomas da infeção por Ébola, que podem ser reconhecidos pela população.

De acordo com o Executivo, a forte movimentação de pessoas com a RDCongo - Angola, através de sete províncias, partilha uma vasta fronteira terrestre com aquele país - já obrigou à adoção de "medidas preventivas". Nomeadamente ao nível da vigilância das fronteiras, com agentes de segurança e militares munidos de elementos de biossegurança.


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