Parlamento dos Açores homenageia Machado Soares e Anthímio de Azevedo


 

Lusa/AO Online   Regional   14 de Jan de 2015, 13:35

O parlamento dos Açores aprovou esta terça-feira por unanimidade votos de pesar pela morte do compositor e cantor de música de Coimbra Fernando Machado Soares e do meteorologista Anthímio de Azevedo, ambos nascidos no arquipélago.

 

Fernando Machado Soares, natural da ilha do Pico, morreu a 07 de dezembro, aos 84 anos, em Lisboa.

Foi ele o autor de uma das canções mais conhecidas do repertório da música portuguesa associada a Coimbra, intitulada "A balada da despedida" e que inclui os versos "Coimbra tem mais encanto/na hora da despedida".

Cantor, compositor e poeta - e também magistrado -, Fernando Machado Soares gravou em 1957 "Coimbra Quintet", um disco apontado como um dos mais marcantes na história da canção coimbrã, gravado em Madrid e que contou com a participação de António Portugal e Jorge Godinho (guitarra), Manuel Pepe e Levy Baptista (viola).

Machado Soares, que foi juiz conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça, recebeu em 2006 o Prémio Tributo Amália Rodrigues "pela excelência da carreira artística e dedicação aos outros".

Quanto ao meteorologista Anthímio Azevedo, nascido em Ponta Delgada, morreu a 17 de novembro, aos 88 anos.

Formado em Ciências Geofísicas pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, tornou-se um dos rostos mais conhecidos da televisão, tendo dado a cara pela meteorologia portuguesa na televisão pública nas décadas de 1960, 1970 e 1980.

Anthímio de Azevedo fez o seu percurso profissional no Serviço Meteorológico Nacional e no Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica, antecessores do atual Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Nas décadas de 1960 e 1970 passou pela Guiné-Bissau, onde dirigiu os serviços meteorológicos da antiga colónia portuguesa e, posteriormente, como perito da Organização Meteorológica Mundial, coordenou a organização do novo serviço nacional de meteorologia e a formação dos seus quadros.

O último cargo institucional que ocupou foi o de diretor do serviço de meteorologia dos Açores.

Era conhecido, lembrou hoje o voto de pesar aprovado pelos deputados açorianos, como "o homem do tempo" e "senhor meteorologia".

A Assembleia Legislativa dos Açores aprovou ainda, por unanimidade, um voto de pesar pela morte de Luís Bruno, antigo dirigente do PCP na ilha do Faial, a 01 de dezembro.


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