Parcerias público-privadas custam 40 milhões de euros por ano à Região

Parcerias público-privadas custam 40 milhões de euros por ano à Região

 

Lusa/AO online   Regional   19 de Out de 2015, 12:30

As duas parcerias público-privadas (PPP) realizadas pelo Governo dos Açores, ao nível das estradas e da saúde, custam anualmente cerca de 40 milhões de euros aos cofres da região.

De acordo com a anteproposta do Plano de Investimentos do governo açoriano para 2016, a que a Lusa teve acesso, a rede de estradas SCUT (sem custos para o utilizador) da ilha de São Miguel custa anualmente 29 milhões de euros, ao passo que a construção do hospital da ilha Terceira custa 11 milhões de euros por ano.

O plano do executivo de Vasco Cordeiro para o próximo ano reserva também um valor elevado (cerca de 20 milhões de euros) para o setor do turismo, com 10,3 milhões reservados para o "desenvolvimento do destino Açores" e 9,4 milhões para o "incremento de fluxos".

Em termos de obras propriamente ditas, o destaque do documento para 2016 vai para o setor da Educação e para a construção e ampliação de vários estabelecimentos de ensino.

A Escola Básica e Integrada Gaspar Frutuoso, em São Miguel, tem reservada uma verba de 14,6 milhões e a Secundária das Lajes do Pico cerca de 8,6 milhões, ao passo que a Escola da Calheta, em São Jorge, recebe 7,3 milhões e a Canto da Maia, em São Miguel, 6,5 milhões.

Previstas no Plano do Governo estão também várias obras marítimas, como a ampliação do porto das Velas, em São Jorge (7,5 milhões), o reordenamento da baía sul do porto da Horta, no Faial (4,7 milhões), e a construção da Escola do Mar, também no Faial (dois milhões).

O governo de Vasco Cordeiro pretende inda investir 3,5 milhões no Parque Tecnológico da Terceira e cerca de quatro milhões no arrendamento social.

Ao todo, o documento contempla uma verba de 782 milhões de euros, mais 51 milhões do que o plano deste ano.

O reforço de verbas será 'consumido', em grande parte, pelas áreas da Agricultura, Mar e Ciência e Tecnologia.

Em termos de divisão de verbas por ilhas, São Miguel, a maior dos Açores, terá direito no próximo ano a 270 milhões de euros de investimento público, o correspondente a cerca de um terço do valor total do plano.

São Miguel é também a ilha que mais cresce, em relação ao plano deste ano, com um aumento de 22 milhões de euros.

Em segundo lugar, em matéria de investimento público, está a ilha Terceira (a segunda mais populosa), com um investimento total de 157 milhões, mais 11 milhões do que este ano, seguida do Pico, com 65 milhões.

Em quarto lugar está a ilha do Faial, com 58 milhões, e depois São Jorge, com 55 milhões, neste caso com uma subida de nove milhões em relação ao plano de 2015.

As ilhas da Graciosa, Flores e Santa Maria têm reservados no plano para 2016 cerca de 30 milhões de euros cada, ao passo que o Corvo, a ilha mais pequena, terá direito a 12 milhões de euros de investimento público, o que representa uma subida de dois milhões em relação a este ano.

A anteproposta de Plano do Governo Regional para 2016 já foi distribuída pelos parceiros sociais, para emissão de parecer, e deverá ainda sofrer algumas alterações antes de ser apresentada e discutida no parlamento regional, entre 24 e 26 de novembro.

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