Paramilitares russas confirmam nacionalidade de reféns em poder dos 'jihadistas'


 

Lusa/AO online   Internacional   4 de Out de 2017, 18:44

Dois homens capturados pelo grupo extremista Estado Islâmico na Síria, e apresentados num vídeo como sendo militares russos, foram identificados positivamente pelas organizações paramilitares a que pertencem.

"O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) difundiu um vídeo que mostra dois cidadãos russos capturados. Um deles é camarada nosso (...) Grigori Tsourkanou", indicou em comunicado a associação de antigos combatentes russos Boïevoïe Bratstvo.

"Esperamos que ele e o seu camarada ainda estejam vivos", acrescenta o comunicado da associação, dirigida por um antigo general, Boris Gromov, que se notabilizou na guerra da então União das Repúblicas Socialistas Soviéticas no Afeganistão (1979 a 1989).

Neste vídeo, difundido pela agência de propaganda Amaq e citado terça-feira pelo centro americano de vigilância de portais 'jihadistas' na Internet, o SITE, o grupo terrorista apresenta os dois homens como sendo "soldados russos", capturados recentemente na província de Deir Ezzor, no Leste da Síria.

O Ministério da Defesa russo desmentiu em absoluto a captura de quaisquer soldados russos em território sírio.

O segundo homem no vídeo também já foi identificado.

"É o nosso cossaco Roman Zabolotnyï", afirmou à agência France Presse Lioubov Bondar, o porta-voz da organização dos cossacos russos, baseada em Rostov-sobre-o-Don.

Nascido em 1979, Roman Zabolotnyï é um cozinheiro que trabalhou em "vários cafés e restaurantes da região de Rostov", indicou a mesma fonte.

"Não sabemos como é que ele se encontra na Síria", disse Bondar.

O portal de informação Fontanka.ru noticiou que numerosos mercenários russos, essencialmente antigos militares, foram mobilizados para a Síria, nomeadamente através de uma empresa privada militar conhecida apenas por "Grupo Wagner".

Grigori Tsourkanou, antigo membro das tropas pára-quedistas russas, já esteve várias vezes na Síria em missão pelo "Grupo Wagner", afirmou hoje o seu irmão Roman Tsourkanou, no portal BFM.

No entanto, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, exigiu "provas mais fiáveis" a confirmar a nacionalidade russa das pessoas no vídeo.

"Os serviços russos apropriados vão utilizar todos os meios para determinar a nacionalidade", afirmou aos jornalistas.

A Rússia iniciou uma intervenção militar na Síria em setembro de 2015, em apoio ao exército de Bashar al-Assad e contra os grupos ‘jihadistas’.



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