Papa preocupado com violência no Iraque e em Gaza e surto de Ébola


 

AO/Lusa   Internacional   10 de Ago de 2014, 11:40

O papa Francisco manifestou-se hoje preocupado com os "crimes" cometidos pelos 'jihadistas' no norte do Iraque, com a escalada de violência entre Israel e a Faixa de Gaza e com o surto de Ébola em África.

 

Estes foram os temas da mensagem que sucedeu à tradicional oração do Angelus dominical, proferida pelo bispo de Roma a partir da varanda da residência pontifícia.

Em primeiro lugar, o papa referiu a situação no norte do Iraque, onde os ‘jihadistas’ do Estado Islâmico (EI) perseguem e assassinam minorias religiosas, inclusive muitos cristãos, que são obrigados a abandonar as suas casas.

"Milhares de pessoas, entre as quais muitos cristãos, têm sido expulsas de casa de maneira brutal. Crianças mortas de sede e de fome durante o êxodo, mulheres sequestradas, pessoas massacradas, violência de todo o tipo, destruição em todos os locais, de casas, de património religioso, histórico e cultural", lamentou.

A situação "ofende gravemente Deus e a Humanidade", porque "não se leva ódio em nome de Deus", disse.

O papa agradeceu ainda aos que "com coragem" ajudam os prejudicados por esta onda de violência no norte do Iraque e encorajou a comunidade internacional e local a "encontrar uma solução política eficaz" que ponha fim a estes crimes e restabeleça a paz.

Nesse sentido, recordou a nomeação do prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, o cardeal Fernando Filoni, que viajará na segunda-feira para o Iraque para manifestar a sua proximidade e solidariedade para com as vítimas dos crimes do EI.

O papa Francisco referiu-se ainda à situação na Faixa de Gaza, onde também "estão a morrer crianças" e assegurou que romper as tréguas e "retomar a guerra só serve para piorar as relações entre Israel e Palestina".

"Rezemos juntos", insistiu.

Por último, recordou as vítimas do Ébola em África, agradecendo a "todos que se esforçam para deter" o surto do vírus.

Quatro países da África ocidental – Serra Leoa, Guiné-Conacri, Libéria e Nigéria - enfrentam o pior surto de Ébola das últimas quatro décadas. Desde fevereiro, o vírus infetou mais de 1.700 pessoas nestes países, segundo a OMS.



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