Papa João Paulo I não foi envenenado e poderá ser beatificado rapidamente


 

Lusa/AO online   Internacional   16 de Out de 2012, 15:05

João Paulo I, papa durante 33 dias em 1978, poderá ser beatificado rapidamente, disse o defensor da causa, para quem os testemunhos recolhidos "afastam definitivamente" a tese de envenenamento do antecessor de João Paulo II.

A "positio" - volumoso dossier sobre a vida e as virtudes de um futuro beato - constituído pelo postulador (defensor) de Albino Luciani, monsenhor Enrico dal Covolo, deve ser entregue ao Vaticano na quarta-feira, por ocasião do centésimo aniversário do nascimento.

Dal Covolo garantiu, numa entrevista ao sítio na Internet Tgcom24 Mediaset, que os documentos e os 167 testemunhos recolhidos afastam "qualquer suspeita" de homicídio de João Paulo I e acabam com qualquer "teoria da conspiração".

Eleito papa a 26 de agosto de 1978, com 65 anos, Albino Luciani morreu a 28 de setembro do mesmo ano, vítima de um enfarte do miocárdio, de acordo com o comunicado difundido na altura pelo Vaticano.

De acordo com os testemunhos apresentados, o papa já tinha problemas de saúde e não terá aguentado o trabalho imposto pelas novas funções.

"Bento XVI apoia fortemente esta causa", de acordo com Dal Covolo.

Em paralelo com o processo de beatificação de João Paulo I, o de Paulo VI, o papa que concluiu o Concílio e esteve em funções entre 1963 e 1978, avança rapidamente, de acordo com o "site" Vatican Insider.

Paulo VI poderá ser beatificado, tal como João Paulo I, durante o "Ano da Fé", que começou a 11 de outubro e se prolonga até novembro de 2013.


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