Papa Francisco apela para defesa do Estado Social

Papa Francisco apela para defesa do Estado Social

 

Lusa/AO online   Internacional   2 de Out de 2014, 16:31

O papa Francisco apelou, durante um discurso no Vaticano, para que "não se desmantele o Estado Social" e criticou os interesses do sistema financeiro e monetário.

 

“O Estado Social não pode ser desmantelado, é sobretudo o direito ao trabalho”, disse o papa, acrescentando que "não pode ser considerado uma variável dependente dos mercados financeiros ou monetários”.

Para Francisco, o Estado Social é “um bem fundamental para a dignidade das pessoas, para a formação de uma família e para a realização do bem comum e da paz”.

No discurso durante uma audiência com os participantes na assembleia plenária do Conselho Pontifício Justiça e Paz, Francisco disse ainda que a “instrução e o trabalho, o acesso ao bem-estar social para todos, são os elementos chave para o desenvolvimento e para a justa distribuição dos bens para alcançar a justiça social”.

O papa também se referiu à globalização que, apesar de considerar positiva em muitos aspetos, “aumentou consideravelmente a riqueza acumulada por vários Estados e agravou as diferenças entre os vários grupos sociais gerando desigualdades e uma nova pobreza, também nos países considerados mais ricos”.

Francisco criticou o atual sistema económico e acrescentou que um dos principais aspetos negativos é a “exploração do desequilíbrio internacional no que diz respeito aos custos do trabalho” porque, afirmou, milhares de milhões de pessoas “vivem com menos de dois dólares por dia”.

Por isso, pediu a criação de “mecanismos de regulação e tutela do trabalho e do meio-ambiente perante a crescente ideologia consumista”.

Para o Papa, os três instrumentos a considerar em relação à inclusão social são a educação, o acesso à saúde e ao emprego.

Outro problema atual, acrescentou, é o “desequilíbrio entre os setores económicos” insistindo na necessidade de implementação de reformas profundas que possam prever a “redistribuição da riqueza produzida e a universalização do mercado ao serviço das famílias”.

 


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