Papa diz que pedidos de eutanásia não valorizam a dignidade

Papa diz que pedidos de eutanásia não valorizam a dignidade

 

Lusa/AO online   Internacional   26 de Jan de 2018, 15:42

O papa Francisco disse esta sexta-feira que o aumento "em muitos países" dos pedidos de eutanásia está ligado a um conceito de vida que valoriza a produtividade e não a sua dignidade.

De acordo com o pontífice, o crescimento de Estados seculares ou laicos "causou em muitos países um aumento nos pedidos de eutanásia como uma afirmação ideológica da vontade do homem de poder sobre a vida".

Jorge Bergoglio referiu-se a este tema numa audiência com os participantes na sessão plenária da Congregação para a Doutrina da Fé, reunião que abordou a questão da eutanásia.

O Papa considerou que este processo de secularização dos Estados em relação à eutanásia "também levou a considerar a interrupção voluntária da existência humana como uma escolha de "civilização".

"É claro que, quando a vida não vale a pena pela sua dignidade, mas pela sua eficiência e sua produtividade, tudo isso se torna possível", disse.

"Neste cenário, é necessário insistir que a vida humana, desde a conceção até o seu fim natural, tem uma dignidade que a torna intangível ", acrescentou o papa.

Em novembro, o papa já se tinha pronunciado sobre a eutanásia afirmando que "é sempre ilegal", embora tenha admitido que "é moralmente permitido renunciar à aplicação de meios terapêuticos ou suspendê-los" quando são eticamente desproporcionais.



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