Papa critica ataques contra cristãos na Nigéria e na República Centro Africana

Papa critica ataques contra cristãos na Nigéria e na República Centro Africana

 

Lusa/AO online   Internacional   9 de Ago de 2017, 11:34

O papa Francisco criticou os recentes ataques contra comunidades cristãs na Nigéria e na República Centro Africana, apelando para que acabe "o ódio", na sua audiência pública no Vaticano.


"Fiquei profundamente triste com a tragédia ocorrida no domingo passado na Nigéria numa igreja onde foram mortas pessoas inocentes", declarou o papa.

"E infelizmente esta manhã tivemos novidades de violências na República Centro Africana contra as comunidades cristãs", adiantou, apelando aos fiéis presentes no Vaticano para rezarem pelas "irmãs e irmãos" nos dois países.

Francisco disse ainda fazer "votos para que qualquer forma de ódio e de violência acabe e que não se repitam crimes tão odiosos, realizados em locais de culto onde os fiéis se juntam para rezar".

Pelo menos 11 pessoas foram mortas no domingo na igreja St Philippe Ozubulu, perto de Onitsha, no sudeste da Nigéria, quando um ou vários homens armados dispararam sobre os fiéis.

País mais populoso de África, a Nigéria está dividida entre um sul maioritariamente cristão e um norte sobretudo muçulmano, tendo o presidente Muhammadu Buhari considerado aquele ataque como um "crime terrível contra a humanidade".

Na República Centro Africana multiplicam-se os testemunhos de violência, visando por vezes trabalhadores humanitários, e pelo menos 60 pessoas morreram nas últimas semanas em combates entre grupos armados.

Em Gambo (sul), local do mais recente ataque, trabalhadores da Cruz Vermelha local e "várias dezenas de pessoas" foram mortas no centro de saúde, segundo o diretor da Cruz Vermelha centro-africana, Antoine Mbao Bogo.

A República Centro Africana tarda em ultrapassar um conflito iniciado em 2013 entre grupos armados da coligação Séléka, maioritariamente muçulmanos, e anti-Balaka, sobretudo cristãos, apesar da intervenção da França (2013-2016) e da missão da ONU no país (MINUSCA, com cerca de 12.500 homens).


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