Papa Bento XVI faz apelo urgente para fim de combates

Papa Bento XVI faz apelo urgente para fim de combates

 

Lusa / AO online   Internacional   29 de Jul de 2012, 12:43

O Papa Bento XVI fez hoje um apelo urgente para o fim dos confrontos sangrentos na Síria, pedindo à comunidade internacional que faça tudo para ajudar a resolver o conflito.

 

“Continuo a seguir com alarmismo os trágicos e crescentes episódios de violência na Síria com a triste sucessão de mortos e feridos”, disse o papa no final da sua oração semanal do angelus na sua casa de verão.

“Renovo o apelo urgente para que se termine com toda a violência e derramamento de sangue”, acrescentou Bento XVI.

O Sumo Pontífice disse que os seus pensamentos e orações vão em particular para “o elevado número de pessoas deslocadas e refugiadas nos países vizinhos” e pediu que lhes seja garantida a “necessária ajuda e assistência humanitária”.

Os violentos combates entre tropas sírias e combatentes rebeldes recomeçaram esta manhã na cidade comercial de Alepo em vários bairros da cidade que foram alvo de uma ofensiva do exército fiel ao regime sírio.

De acordo com um primeiro balanço do Observatório Sírio dos Direitos Humanos, pelo menos quatro pessoas morreram hoje, num dia que se sucede a um sábado bastante violento, em que morreram pelo menos 94 civis, 33 rebeldes e 41 soldados.

Dados de várias organizações de direitos humanos dão conta de pelo menos 20 mil mortos desde o início dos combates, em março de 2011.

No seu discurso, o papa Bento XVI disse a centenas de peregrinos estar preocupado com os recentes conflitos no Iraque e que rezou para que a situação estabilize.

“Os meus pensamentos vão também para essa grande nação que é o Iraque, que tem sido alvo de inúmeros ataques que têm causado muitos mortos e feridos”, disse o papa, acrescentando esperar que o país encontre o caminho para a estabilidade, reconciliação e paz.

Na segunda-feira, 113 pessoas foram mortas e mais de 250 ficaram feridas no pior ataque no Iraque em mais de dois anos e meio e que surgiu depois da Al-Qaeda ter dito que iria reconquistar o país.


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