Papa afirma que viagem à Turquia pretende reforçar unidade dos cristãos

Papa afirma que viagem à Turquia pretende reforçar unidade dos cristãos

 

Lusa/AO online   Internacional   28 de Nov de 2014, 10:32

O papa Francisco afirmou que com a viagem que inicia estasexta-feira a Turquia pretende "reforçar o caminho da unidade dos cristãos", num telegrama enviado ao Presidente italiano, Giorgio Napolitano, divulgou o Vaticano.

 

Francisco sublinhou que esta viagem servirá para “favorecer o encontro e o diálogo entre as culturas diversas, para reforçar o caminho da unidade dos cristãos e para compartilhar momentos de oração com irmãos e irmãs da fé”.

O papa partiu hoje pela manhã do aeroporto de Fiumicino, em Roma, com destino à Turquia, onde visitará Ancara e Istambul, até ao próximo domingo.

Esta viagem a Turquia tem um significado ecuménico importante e tem uma agenda que inclui encontros com os principais responsáveis políticos turcos e uma deslocação à Mesquita Azul.

O primeiro dia da deslocação do papa à Turquia, dirigida desde 2002 pelo Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP, com origem no islamismo político), está reservado a encontros oficiais com os principais dirigentes políticos turcos.

Logo após aterrar hoje em Ancara, o chefe da igreja católica visita o mausoléu de Mustafa Kemal Ataturk, fundador da República da Turquia em 1923, e manterá encontros com o Presidente, Recep Tayyip Erdogan e responsáveis governamentais, antes de uma audiência com o primeiro-ministro, Ahmet Davutoglu.

A agenda prevê ainda um encontro com o responsável governamental para os assuntos religiosos, a mais importante autoridade muçulmana da Turquia, e diversos embaixadores.

A visita do papa à Turquia, país de 77 milhões de habitantes, com larga maioria de população muçulmana, vai permitir um segundo encontro neste ano com o patriarca ecuménico Bartolomeu I, o atual primado da igreja ortodoxa de Constantinopla, com quem Francisco celebrará em Istambul a festa de Santo André, patrono desta congregação.

Os dois chefes religiosos já se cruzaram em 25 de maio em Jerusalém, durante uma celebração ecuménica na igreja do Santo Sepulcro.

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