Países mediterrânicos devem ter ação integrada na prevenção de incêndios florestais

Países mediterrânicos devem ter ação integrada na prevenção de incêndios florestais

 

Lusa/AO online   Internacional   8 de Nov de 2012, 08:30

A organização internacional WWF defende uma ação integrada dos governos mediterrânicos para prevenir incêndios florestais, ultrapassando as ameaças representadas pela falta de gestão sustentável, negligência humana, alterações climáticas e crise económica.

Em comunicado, a organização internacional de conservação da natureza WWF salienta que mais de 370 mil hectares de florestas e terrenos agrícolas com elevado valor económico e ambiental em Portugal, Itália, Grécia, Espanha e Turquia foram "severamente atingidos por incontroláveis incêndios florestais no verão".

Grandes áreas de ecossistemas e terrenos produtivos foram "gravemente afetadas" pelos fogos, refere a informação, divulgada simultaneamente em Lisboa, Atenas, Madrid e Roma e que aponta os exemplos dos parques nacionais de Garajonay, nas Ilhas Canárias, e de Teide e Cabañeros, no centro de Espanha, do sítio Natura Serra do Caldeirão, no Algarve, e de áreas rurais na ilha grega de Chios.

"Apesar da natureza inflamável da floresta mediterrânica, as alterações climáticas, a negligência humana e, sobretudo, a falta de uma adequada gestão florestal que atue na prevenção dos incêndios formam uma combinação letal que ameaça as florestas e meios de subsistência das populações", alerta a WWF.

A estas condições acrescem atualmente as dificuldades económicas, que levam ao corte de verbas destinadas aos sistemas primários de proteção e combate a incêndios, como aconteceu na Grécia, salienta.

A WWF apela aos governos do mediterrâneo e à União Europeia que concretizem ações urgentes integradas para a conservação da floresta focadas na prevenção dos incêndios florestais, principalmente através da "efetiva implementação da gestão florestal responsável a longo prazo".

A gestão florestal responsável é "mais eficaz e financeiramente mais eficiente do que o financiamento de gigantescos mecanismos de combate a incêndios usados todos os anos. Os incêndios florestais previnem-se, não se combatem", defende a organização.

Além da gestão florestal sustentável, é apontada como essencial a coordenação entre as diferentes entidades nacionais e regionais ligadas à floresta e a sensibilização e educação das sociedades sobre os valores dos ecossistemas florestais do Mediterrâneo.


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