Os dois Andrés que pouco ou nada utilizam redes sociais


 

LUSA/AO online   Nacional   29 de Jun de 2017, 14:03

As redes sociais são utilizadas por quase dois mil milhões de pessoas em todo o mundo, no entanto em 2017, ainda existem jovens que não sentem necessidade de as utilizar

O Dia Mundial das Redes Sociais assinala-se na sexta-feira e o Facebook continua a ser a rede social a chegar a mais gente, existindo em Portugal quase seis milhões de utilizadores, dos 4,5 milhões diariamente, segundo dados divulgados pela empresa.

André Benevides, 24 anos, não faz parte desse número, é um dos poucos jovens que não utiliza redes sociais nem se vê a fazê-lo num futuro próximo.

Apesar de licenciado em Engenharia Informática, afirma não sentir necessidade das redes sociais e não gostar do espírito de alguns utilizadores.

“Na altura que saiu o Myspace eu cheguei a usar mas não gostei muito de como as pessoas atuavam nas redes sociais, parecia bastante fictício, então eu acabei por desistir e nunca mais tentei”, afirma.

Assume que as redes sociais não lhe chamam à atenção e que apesar de os seus amigos o incitarem nunca lhe apontaram o dedo por não ter uma.

“Estar no Facebook e a falar com outras pessoas por vezes não significa estar realmente a prestar atenção às pessoas que são importantes para nós”, assinala.

A única desvantagem que vê em não estar ativo no mundo virtual é a demora em aceder a notícias e informações, que na internet chegam rapidamente e de forma constante.

Foi justamente a informação que atraiu André Carvalho, 23 anos e estudante de último ano de Comunicação Social, ao Facebook, tanto de amigos como de jornais.

Abriu a sua página no primeiro ano que entrou para a faculdade ao perceber que se trocava informação entre professores e estudantes pelas redes.

“Criei o Facebook por necessidade e não por vontade própria, antes de o fazer nem tinha a plena noção do que era”, assume.

Já no terceiro ano da faculdade, deixou de sentir necessidade de consultar o Facebook para obter informações, embora ainda mantenha a sua página aberta como mera ferramenta social.

Ainda assim, explica que prefere o contacto físico e estar com amigos e que, quando o faz, mal toca no telemóvel.

“Vejo uma crescente dependência que atinge os jovens que já nascem acostumados aos meios tecnológicos, hoje em dia as crianças sabem mexer e trabalhar com tudo”, afirma.

Segundo o Facebook, numa apresentação da sessão deste ano da ClickSummit, mais de 60% das pessoas navegam pelos seus telemóveis enquanto veem televisão.


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