Organizações de pesca dos Açores congratulam-se com manutenção da quota do goraz

Organizações de pesca dos Açores congratulam-se com manutenção da quota do goraz

 

Lusa/AO Online   Regional   15 de Nov de 2016, 13:06

A cooperativa Porto de Abrigo e a Associação de Produtores de Espécies Demersais dos Açores (APEDA) congratularam-se hoje com a manutenção da quota de goraz para a região, mas consideram "errada" a diminuição da captura do alfonsim e imperador.

 

“A APEDA e a cooperativa Porto de Abrigo registam como positiva a decisão de Conselho das Pescas da União Europeia (UE) em não baixar a quota do goraz para os Açores, aceitando as 507 toneladas a vigorar nos dois próximos anos (2017 e 2018)”, referem as organizações em comunicado.

No final da reunião de segunda-feira do Conselho Europeu das Pescas, em Bruxelas, o secretário regional do Mar, Ciência e Tecnologia declarou que "os Açores vão manter a quota do goraz nas 507 toneladas para 2017 e 2018”.

Citado numa nota de imprensa do executivo regional, Gui Menezes destacou que “as negociações foram bastante difíceis”, mas que hoje "é um dia muito importante para o setor das pescas na região”.

“É pouco comum a Comissão [Europeia] e o Conselho não aplicarem quaisquer cortes de quota nas circunstâncias negociais em que nos encontrávamos”, declarou, apontando a argumentação apresentada pelos executivos regional e nacional.

Para a APEDA e a Porto de Abrigo, a decisão sobre o goraz, acompanhada da autorização da captura como pesca acessória de tubarões de águas profundas, “constituem boas notícias” para o setor na região.

“Considera-se, no entanto, uma decisão errada decretar a diminuição da captura dos Beryx (alfonsim e imperador) quando a pesca dirigida a estas espécies é seletiva e nem a frota açoriana, nem a pesca nacional, têm qualquer responsabilidade na eventual diminuição dos ‘stocks’”, adianta o comunicado.

A APEDA e a Porto de Abrigo defendem, por outro lado, que a decisão de manutenção da quota do goraz “implica a adoção de um plano de gestão” que contemple um período de defeso, a ser implementado no período de reprodução, entre janeiro e finais de março.

“A aplicação do defeso implica o financiamento do custo da paragem das embarcações. Sublinhamos que esta tem sido uma proposta sucessivamente apresentada à administração das pescas açorianas desde 2007 (para vigorar entre 2008 e 2012), novamente apresentada em novembro de 2015, para vigorar, com caráter universal, isto é, aplicando-se também à pesca lúdica e a outras espécies demersais, entre 2016 e 2020”, concluem ambas as organizações de pesca.

Segundo Liberato Fernandes, da Porto de Abrigo, existem cerca de 1.300 pescadores associados à pesca do goraz na região.

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.