Organização estima que mais de 100 mil pessoas passem pelos "Jardins Efémeros"


 

Lusa/Açoriano Oriental   Nacional   7 de Jul de 2017, 18:10

A criadora dos "Jardins Efémeros", Sandra Oliveira, estima que mais de 100 mil pessoas passem pela sétima edição do festival cultural multidisciplinar que, nos próximos dez dias, promove, na cidade de Viseu, mais de 300 atividades.

 

"Estimo que venham mais pessoas do que no ano passado, em que estiveram presentes entre 100 mil a 120 mil pessoas. Mas, mais do que o número, espero que as pessoas sintam o projeto que estamos a tentar fazer, que é dignificar a cidade de Viseu através das artes", referiu.

Durante a inauguração do evento, que decorre até dia 16 de julho, Sandra Oliveira sublinhou que a diversidade da programação permite aos seus visitantes desenhar o percurso que mais lhe agradar, mediante os seus gostos pessoais.

Ao todo são mais de 300 atividades nas áreas da arquitetura, artes visuais, som, dança, teatro, cinema, pólis, oficinas e mercados, tendo como tema central o "Paradoxo".

"Este é um milagre, numa cidade do interior que também tem cartas a dar, contribuindo para a descentralização da cultura contemporânea em Portugal. É importante que estes projetos aconteçam também em cidades onde normalmente não existem estes projetos e em contexto de espaço público", apontou.

A abertura do festival cultural multidisciplinar decorreu na Praça D. Duarte, onde foi instalada a "Peça para Perséfone", que pesa 48 toneladas.

Trata-se de um trabalho de Gabriela Albergaria em taipa, com técnica de construção em terra, com uma oliveira no topo, e que conta com a sonorização de Pedro Tudela, composta por sons naturais captados no distrito.

"No fundo é um diálogo entre natureza e o poder político, neste caso o rei", acrescentou.

O presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques, aproveitou para destacar que é um autarca que "aposta muito na cultura e no reviver do centro histórico".

"Ao longo destes quatro anos, o processo cultural em Viseu foi amadurecendo, com o Museu Nacional Grão Vasco a cumprir a sua função e é hoje ainda mais um museu de referência do ponto de vista nacional, com o Teatro Viriato que se afirmou com a Companhia Paulo Ribeiro, a Escola Lugar Presente, que se afirmou na dança, ou com o Conservatório da Música", sustentou.

A cerimónia de inauguração ficou marcada pela exibição de um cartaz onde podia ler-se "Estamos de luto contra a organização precária dos Jardins Efémeros. Decoração 2017 = vergonha".

A sétima edição dos "Jardins Efémeros" custou 192 mil euros, contando com um apoio financeiro de 123 mil euros por parte da Câmara de Viseu, que disponibiliza ainda um apoio não financeiro que ultrapassa os 15 mil euros.

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