Ordem dos Psicólogos quer mais vagas em diferentes áreas nos Açores


 

Lusa/AO Online   Regional   27 de Jun de 2015, 11:02

A Ordem dos Psicólogos nos Açores defende a abertura de mais vagas nos centros de saúde e hospitais, mas também nas escolas, empresas regionais e autarquias, considerando que é preciso utilizar mais os serviços destes profissionais nas várias áreas.

A delegação da Ordem dos Psicólogos nos Açores, que organiza em setembro o seu I Congresso, na cidade de Ponta Delgada, estima que existam atualmente 358 psicólogos a trabalhar em oito das nove ilhas açorianas, já que o profissional das Flores "presta também serviço no Corvo", a mais pequena ilha do arquipélago.

“Enquanto psicólogos e especialistas do comportamento humano, podemos trabalhar em qualquer área da sociedade. O que falta por vezes é realmente abrir mais vagas para os psicólogos trabalharem”, disse a presidente da delegação regional dos Açores da Ordem dos Psicólogos Portugueses, Maria da Luz Melo, em declarações à Lusa.

A responsável revelou que os números oficiais apontam para "10 psicólogos desempregados" na região - oito em São Miguel, um em Santa Maria e outro na Terceira.

Segundo Maria da Luz Melo, apesar de os números da Direção Regional do Emprego e Qualificação Profissional "não revelarem uma taxa muito alta de desempregados" entre a classe no arquipélago, é preciso "melhorar as condições de emprego" dos psicólogos nos Açores.

"Há pessoas com salários abaixo daquilo que gostaríamos”, frisou a presidente da delegação regional, lembrando que estes profissionais exercem a sua atividade "junto de crianças, adolescentes, adultos ou idosos, famílias, instituições públicas e privadas" ou em contextos comunitários.

Maria da Luz Melo considerou que também nos Açores há espaço para uma maior utilização do papel dos psicólogos, que podem trabalhar na área da saúde, na educação, em instituições de solidariedade social ou no seio das autarquias, na área da justiça, em empresas ou outras organizações públicas e privadas.

"Há estudos que comprovam que há um benefício para as empresas terem psicólogos nos seus quadros. Tanto podemos trabalhar numa escola, como numa empresa, numa câmara. Há também muitas áreas em que podemos trabalhar e em diferentes domínios, no caso da saúde nos cuidados paliativos, nos cuidados continuados, com pessoas portadoras de diabetes, com doentes do foro oncológico ou ainda ao nível da neuropsicologia”, defendeu.

A responsável lembrou que a Ordem institui um prémio nacional (Healthy Workplaces) que visa premiar locais de trabalho saudáveis.

O acesso dos psicólogos à formação contínua é outra questão que preocupa a delegação, que organiza, entre os dias 23 a 27 de setembro, no Teatro Micaelense, o I Congresso dos Psicólogos dos Açores, com oradores nacionais e internacionais "de renome" oriundos de "vários países da Europa e Estados Unidos da América" e que vão debater as diferentes áreas de intervenção da psicologia.

"Será um congresso internacional que será realizado pela primeira vez nos Açores com o objetivo de proporcionar aos colegas a oportunidade de debaterem áreas de intervenção com peritos nacionais e internacionais", salientou, lembrando os custos associados à formação no exterior do arquipélago, como estadia e passagens aéreas.

Maria da Luz Melo disse também que gostaria de ver novamente um mestrado gerido pela Universidade dos Açores, "como já chegou a existir", já que atualmente a academia açoriana tem apenas o 1.º ciclo de estudos, ou seja, a licenciatura.

Isto implica a deslocação para o continente dos alunos do curso de psicologia que pretendam fazer um mestrado.

"É uma preocupação que nós temos e gostaríamos que essa situação fosse ultrapassada e voltasse a haver um mestrado como já existiu", declarou.


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