Ordem cria bolsa de psicólogos para intervenção em caso de catástrofe nos Açores

Ordem cria bolsa de psicólogos para intervenção em caso de catástrofe nos Açores

 

Lusa/AO Online   Regional   28 de Jun de 2017, 09:21

A Ordem dos Psicólogos vai criar nos Açores uma bolsa de psicólogos para intervenção em situações de catástrofe, à semelhança do que já existe no resto do país, anunciou hoje o bastonário, Francisco Rodrigues.

“Colocámos à disposição do Governo Regional dos Açores uma bolsa de psicólogos para intervenção em catástrofe, que é uma bolsa de âmbito nacional, que tem também psicólogos formados especificamente para esse efeito residentes nos Açores”, salientou, em declarações aos jornalistas, à margem de uma reunião com o secretário regional da Saúde dos Açores, Rui Luís, em Angra do Heroísmo.

Segundo o governante, esta resposta em situação de catástrofe já era acautelada pelo Instituto de Segurança Social dos Açores (ISSA), mas “todos os recursos são poucos para essas situações extremas”.

A bolsa deverá ser criada até ao último trimestre de 2017 para que possa ser testada num exercício de simulação de catástrofe organizado pelo Governo Regional.

Questionado sobre o adiamento de consultas de psico-oncologia no Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, Rui Luís disse que a psiquiatra que dava essas consultas terminou o contrato, mas está a ser equacionado um reforço de meios para dar a resposta necessária aos doentes oncológicos.

“Estamos a aguardar a proposta do Hospital do Divino Espírito Santo para as necessidades que existem ao nível de psicólogos para cumprir com essas consultas que são muito necessárias de apoio ao doente oncológico”, adiantou.

Também o Bastonário da Ordem dos Psicólogos disse ter garantias de que “a situação está a ser avaliada” e de que os recursos necessários “a muito breve prazo estarão garantidos”.

Questionado sobre o número de psicólogos existente nos Açores, Francisco Rodrigues admitiu que a resposta poderia ser melhorada com mais “duas dezenas de profissionais”, mas salientou que a cobertura regional é superior à nacional.

“Não me parece que, apesar dessas lacunas, aqui se assista a uma situação de estática, face à realidade que assistimos ao longo dos anos. Parece-nos que tem havido, à medida daquilo que também são as possibilidades do Governo Regional, um investimento gradual em suprir essas necessidades”, frisou.

Por sua vez, o secretário regional da Saúde disse que ainda recentemente foi aberto um concurso para a ilha de São Jorge, alegando que a tutela tem vindo a avaliar as carências de psicólogos “ilha a ilha”.

“É óbvio que nós gostaríamos de reforçar as equipas multidisciplinares de cada uma das unidades de saúde de ilha com mais psicólogos. É uma situação que estamos a estudar e vamos, com a rentabilização dos recursos que temos, paulatinamente cumprindo o nosso desiderato, que é aumentar o número de psicólogos em funções nos Açores”, disse.

Segundo o bastonário, uma das principais reivindicações dos psicólogos nos Açores é o acesso a formação profissional com um custo acessível, mas a Ordem está atenta a esses constrangimentos.

“Já no próximo mês de setembro será lançado a nível nacional um programa bastante ambicioso de formação para os psicólogos, em condições que serão muito acessíveis e que estarão disponíveis em todo o território nacional, incluindo a Região Autónoma dos Açores”, revelou.


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