Ordem classifica como "vergonha nacional" falta de abertura de concursos médicos

Ordem classifica como "vergonha nacional" falta de abertura de concursos médicos

 

Lusa/AO online   Nacional   10 de Jan de 2018, 10:03

A Ordem dos Médicos classifica como uma “vergonha nacional” a não abertura dos concursos para cerca de 700 recém-especialistas hospitalares e de saúde pública que já concluíram o internato em abril e em outubro do ano passado.

“Numa altura em que estamos a falar de falta de médicos e outros profissionais no Serviço Nacional de Saúde (SNS), temos aqui uma situação inédita nos últimos anos que é umas centenas largas de médicos já terem acabado a especialidade em abril e outubro de 2017 e não ter aberto qualquer concurso nacional”, afirmou o bastonário Miguel Guimarães à agência Lusa.

A Ordem dos Médicos divulgou hoje um comunicado em que considera “uma vergonha nacional” a falta de abertura de concursos para estes jovens médicos especialistas que concluíram a sua formação especializada em abril e em outubro do ano passado.

Miguel Guimarães refere que os concursos para os profissionais que concluíram o internato em abril deveriam ter sido abertos um mês depois, ou seja, há um atraso de cerca de oito meses.

“Mais uma vez isto ocorre por condicionalismos provocados pelo Ministério das Finanças. As Finanças estão de facto a controlar completamente a saúde e isto é mau para os portugueses”, considera o bastonário.

O representante dos médicos frisa também que estes atrasos já fizeram ao SNS perder muitos destes jovens especialistas, que optaram por ir trabalhar para o setor privado ou para países estrangeiros.

Miguel Guimarães recorda ainda que dentro de dois meses vão concluir a especialidade mais umas centenas de jovens médicos sem que estes concursos tenham sido abertos.

“É incompreensível que, sabendo-se da chegada do inverno e do pico da gripe, nada tenha sido feito para abrir concursos públicos para as várias centenas de jovens especialistas hospitalares e de saúde pública que concluíram o internato, contrariamente ao que tem acontecido ao longo dos anos”, refere a nota da Ordem.



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