Oposição açoriana critica gestão da SATA

Oposição açoriana critica gestão da SATA

 

Lusa/AO online   Regional   8 de Jul de 2014, 15:31

A oposição na Assembleia Legislativa dos Açores acusou o Governo Regional de má gestão e falta de estratégia na SATA, mas o executivo alegou que os problemas recentes se deveram a fatores externos e anunciou um plano estratégico.

 

“Posso, aliás, anunciar que o grupo SATA irá elaborar o plano de desenvolvimento estratégico para o período 2015-2020 e que será submetido à aprovação do acionista. Assim, quero aqui assumir perante todos vós desde já o compromisso de apresentá-lo nesta câmara, o que ocorrerá até ao final do corrente ano”, frisou o secretário regional do Turismo e Transportes, Vítor Fraga, no plenário do parlamento dos Açores, em resposta a uma interpelação do PCP.

Segundo o governante, o plano anunciado para a companhia aérea açoriana englobará, “para além do plano de negócios, o plano de sustentabilidade económica e financeira, o processo de renovação da frota e ainda o plano de desenvolvimento da qualificação de recursos humanos”.

Ainda assim, as justificações do Governo Regional não convenceram o PSD, que anunciou que vai apresentar um projeto de resolução para solicitar ao Tribunal de Contas que faça uma auditoria às contas da SATA, que teve 15,75 milhões de euros de prejuízos em 2013.

A oposição voltou a criticar a falta de pagamento de 40 milhões de euros do Governo Regional à SATA em 2013, pelas Obrigações de Serviço Público, que o executivo considera serem apenas 23 milhões, por não incluírem o último trimestre do ano e por ainda não terem sido validados os valores de um outro trimestre.

Os partidos da oposição repetiram também críticas quanto à necessidade de substituição da frota da SATA Internacional, à falta de tripulações, à adoção de “rotas esotéricas” e ao aluguer de aviões de outras companhias, bem como à revisão das Obrigações de Serviço Pública inter-ilhas e aos preços das passagens.

Vítor Fraga reiterou que os problemas recentes da companhia se deveram a fatores externos à companhia, como mudanças no mercado do transporte aéreo e constrangimentos provocados pela situação económica política e social do país.

O secretário dos Transportes acrescentou que em 2013 houve uma “sucessão de acontecimentos que influenciaram o desempenho do grupo”, referindo-se em concreto às decisões do Tribunal Constitucional de reposição dos pagamentos dos subsídios de férias e de natal, à necessidade de contabilização dos subsídios de férias de 2014, à instabilidade laboral, às manutenções não previstas e à deterioração dos resultados de operações realizadas fora da região, nomeadamente na Madeira, entretanto abandonadas.


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