Operação de reflutuação do Costa Concordia continua segundo o plano previsto

Operação de reflutuação do Costa Concordia continua segundo o plano previsto

 

Lusa/AO online   Internacional   15 de Jul de 2014, 18:48

As operações de reflutuação do paquete de turismo Costa Concordia, iniciadas segunda-feira ao largo da ilha de Giglio, no centro de Itália, prosseguiram esta terça-feira dentro das previsões anunciou a Costa Cruises, a empresa proprietária da embarcação.

A primeira fase do processo de recuperação do Concordia foi executada "com sucesso” dia 14, segundo a Costa, após o navio ter sido trazido à superfície "do fundo do mar, a dois metros de profundidade".

A reflutuação foi conseguida após as equipas de resgate injetarem ar em 30 flutuadores, fixados ao navio, que tem 300 metros de comprimento e 115.000 toneladas de peso.

Durante a noite de dia 14, com o objetivo de estabilizar o navio antes de começar a sua última viagem rumo ao porto de Génova, a noroeste da sua localização atual, onde irá ser desmantelado, foi iniciado o posicionamento de 36 cabos de aço e 56 correntes.

"As operações correram, segundo as previsões, sem dificuldades particulares a assinalar", afirmou hoje o engenheiro Franco Porcellachia, responsável técnico de operações da Costa, durante uma conferência de imprensa.

As últimas correntes que deverão ligar flutuadores para facilitar a estabilização do navio serão colocadas durante a noite de hoje e quarta-feira, acrescentou Porcellachia.

Dia 17 começará a segunda fase da recuperação, que deverá estar concluída dia 19, segundo os planos da empresa, e que consiste em encher os novos flutuadores com ar para facilitar o transporte e em limpar as estruturas do navio dos detritos e lixo acumulado, para permitir uma viagem segura até Génova.

Durante a manhã de hoje a proteção civil italiana informou que após a partida do Concordia irão recomeçar as buscas pelo corpo de Russel Rebello, um empregado no navio, de nacionalidade indiana e cujo corpo é o único que ainda não foi encontrado.

O naufrágio ocorreu a 13 de janeiro de 2012, na ilha de Giglio, após chocar com um rochedo, fazendo 32 mortos e dezenas de feridos entre os 4000 passageiros.

Francesco Schettino, o comandante do paquete, foi o único membro da tripulação a ser julgado por homicídio por imprudência, naufrágio e abandono do navio, enquanto os restantes membros receberam penas menos duras.

A operação de recuperação do navio é a mais ambiciosa e espetacular alguma vez tentada num navio desta envergadura.


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