ONU, UE e vários governos apelam a cessar-fogo imediato na Líbia

ONU, UE e vários governos apelam a cessar-fogo imediato na Líbia

 

Lusa/AO online   Internacional   23 de Set de 2014, 12:37

A Organização das Nações Unidas, a União Europeia e vários governos, entre os quais os dos EUA e da França, apelaram na segunda-feira a um "cessar-fogo imediato" na Líbia, país onde impera o caos e a anarquia institucional.

 

Reunidos em Nova Iorque, na véspera da assembleia geral da ONU, cerca de uma dezena de ministros dos Negócios Estrangeiros fizeram este apelo, insistindo em comunicado que “não há solução militar para o conflito” na Líbia, onde dois governos e dois parlamentos disputam a legitimidade.

Os 13 governos, entre os quais os de Washington, Paris, Roma, Londres, Cairo, Alger e Abou Dhabi, “apelaram a todas as partes [do conflito] para eu aceitem um cessar-fogo completo e imediato”.

A reunião foi organizada pelo secretário de Estado norte-americano, John Kerry, “para dar alguma coerência à resposta da comunidade internacional ao que se passa na Líbia”, avançou um diplomata dos EUA.

Este responsável do Departamento do Estado acrescentou que a Argélia, que partilha uma fronteira longa com a Líbia, aceitou acolher negociações sobre a crise no país vizinho nas próximas semanas, para se procurar chegar a uma trégua.

Na Líbia, atualmente, a Cãmara dos Representantes e o governo de Abdallah al-Theni são reconhecidos pela comunidade internacional, mas são contestados por uma coligação de grupos armadas, designadamente islamitas, e pelos dirigentes da cidade de Misrata, a leste de Tripoli, que passaram a controlar a capital, depois de terem conquistado o aeroporto, derrotando as milícias pró-governamentais da cidade de Zenten, a sudoeste da capital.


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