ONU prepara pacote de ajuda humanitária às Filipinas

ONU prepara pacote de ajuda humanitária às Filipinas

 

Lusa/AO online   Internacional   10 de Dez de 2012, 08:54

As Nações Unidas preparam-se para lançar um pacote de ajuda humanitária às Filipinas, devastada à passagem pelo tufão Bopha, o qual deixou um rasto de 600 mortos e de cerca de 800 desaparecidos.

A coordenadora dos Assuntos Humanitários das Nações Unidas, Luiza Carvalho, irá delinear planos para um pacote de ajuda humanitária imediato e a longo prazo destinado a apoiar a região de Mindanao, no sul das Filipinas, a zona mais atingida pela passagem do tufão “Bopha”, indicou hoje a porta-voz da ONU, Imogen Wall.

“Cinco milhões de pessoas foram afetadas e precisam de assistência imediata”, afirmou Imogen Wall, do gabinete para a Coordenação de Assuntos Humanitários das Nações Unidas, em declarações à agência noticiosa francesa AFP.

As necessidades prioritárias são comida, água e abrigo, sublinhou a mesma responsável, ao apontar que é preciso, ao mesmo tempo, concentrar esforços na ajuda ao bem-estar das pessoas.

“Muitos agricultores perderam os seus campos de cultivo e trata-se de uma zona muito pobre. As pessoas precisam de ganhar dinheiro imediatamente e a agricultura tem de ser reabilitada”, aditou.

A porta-voz das Nações Unidas não facultou, contudo, uma estimativa das necessidades daquela região duramente atingida pelo tufão e centro da produção de banana do país e de indústrias de mineração de ouro.

Imogen Wall enfatizou, por outro lado, que há várias aldeias que ficaram sem acesso e não receberam ainda qualquer tipo de ajuda, uma semana depois da passagem do tufão “Bopha”.

A região vai precisar de assistência contínua pelo menos durante seis meses, estimou a mesma responsável.

Luiza Carvalho deve apresentar ainda hoje (pelas 07:30 em Lisboa) planos de ajuda na cidade de Davao, perto de área mais atingida nas Filipinas.

O mais recente balanço oficial indica que foram resgatados 647 corpos, após as cheias e deslizamentos de terras que cortaram o acesso a comunidades inteiras na sequência do tufão.

Até ao momento, foram dadas como desaparecidas 780 pessoas, incluindo cerca de 150 pescadores.


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