OIT cria comissão sobre futuro do trabalho para analisar transformações

OIT cria comissão sobre futuro do trabalho para analisar transformações

 

Lusa/AO online   Economia   21 de Ago de 2017, 16:07

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) criou uma comissão para o futuro do trabalho, que analisará as transformações no mercado laboral causadas pelas evoluções tecnológicas, demográficas, da globalização e alterações climáticas e dará ideias para que "nada seja esquecido".

A comissão internacional é copresidida pelo primeiro-ministro sueco, Stefan Löfven, e pela presidente das Maurícias, Ameenah Gurib-Fakim.

Integrando 28 especialistas de todo o mundo, entre os seus membros estão a secretária-geral da organização ibero-americana, Rebeca Grynspan, a enviada especial do secretário-geral das Nações Unidas (ONU) para a Juventude, Jayathma Wickramanayake, e o diretor-geral do grupo de trabalho temporário da Adecco, Alain Dehaze.

Os especialistas vão elaborar um relatório independente que será submetido à consideração da Conferência do Centenário da OIT em 2019.

"Estamos num momento de extraordinária mudança no mundo do trabalho. Vemos alterações transformadoras produzidas pela inovação tecnológica, demográfica, globalização, e alterações climatéricas", disse o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, aos órgãos de comunicação social.

"Isto produz alguma incerteza na mente das pessoas, que querem ver um futuro seguro e decente e estão à procura de respostas para saberem como a política e as instituições criarão oportunidades para um trabalho decente", realçou.

Sobre a robotização do trabalho, a inteligência artificial e outras inovações que mudaram e mudarão o mundo laboral, Ryder esclareceu que "não há nenhuma razão para que não devamos olhar o futuro com otimismo".

O que há que fazer "é preparar os cidadãos e gerir as mudanças", salientou.

Löfven admitiu, por sua vez, que as inovações como a inteligência artificial têm "tanto de oportunidades como de desafios", pois sabemos que "não podemos parar o desenvolvimento".

Assim, realçou: "Temos de assegurar que decidimos o futuro e não nos deixamos levar unicamente pela tecnologia".

"A chave é a inclusão", sobretudo num momento em que tantas pessoas se sentem excluídas num mundo global.


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