Obras para construir incineradora em São Miguel devem arrancar dentro de um ano

Obras para construir incineradora em São Miguel devem arrancar dentro de um ano

 

Lusa/AO Online   Regional   24 de Abr de 2017, 15:45

As obras da central de valorização energética de São Miguel, nos Açores, adjudicadas por 64,6 milhões de euros, estão previstas iniciarem-se dentro de um ano, foi hoje anunciado.

 

“A Associação de Municípios da ilha de São Miguel (AMISM) e a Operações Municipais do Ambiente (MUSAMI) orgulham-se de terem uma solução global para o tratamento dos resíduos da ilha de São Miguel”, afirmou o presidente da AMISM, Ricardo Rodrigues, salientando que a decisão foi tomada por “unanimidade por todos os municípios” da maior ilha dos Açores.

Numa conferência de imprensa, Ricardo Rodrigues, que é também presidente da Câmara Municipal de Vila Franca do Campo, disse que a construção da incineradora foi adjudicada ao consórcio STEINMULLER BABCOCK Environment/CME, "a única proposta que correspondeu aos requisitos e condições do caderno de encargos" por 64,6 milhões de euros e um prazo de execução de 38 meses.

Ricardo Rodrigues acrescentou que "os outros dois concorrentes foram excluídos", um por "não ter apresentado o preço" e o segundo por não cumprir "os requisitos que o caderno de encargos previa para este concurso", considerando que "é natural" e "legítimo, a partir de agora", o recurso a tribunal por parte de "quem viu as suas expectativas goradas".

“Assim, hoje estamos em condições de dizer que adjudicamos uma central de valorização energética, mas também, e em simultâneo, vamos candidatar um pré-tratamento dos resíduos para aproveitar ao máximo toda a valorização que pudermos antes de incinerarmos”, salientou o presidente da AMISM, destacando que a decisão de adjudicar a incineradora surge na sequência de uma deliberação tomada em dezembro de 2016.

O autarca disse que "é a primeira vez que um sistema de valorização energética tem um pré-tratamento de resíduos", que será candidato a apoios comunitários, frisando que "os resíduos na ilha de são Miguel aumentaram 5% de 2015 para 2016", devido a "um aumento do número considerável de turistas".

Segundo o responsável, esta "é uma solução que se integra nos princípios da União Europeia, do país e da região no que diz respeito à boa valorização dos resíduos na ilha de São Miguel" e um projeto que "melhor garante o tratamento de resíduos de hoje e nos próximos trinta anos".

Ricardo Rodrigues adiantou ainda que durante o mês de maio será lançada a primeira pedra da fábrica de triagem, uma unidade fabril que fará a triagem dos resíduos valorizáveis, empreitada que está orçada em 2,8 milhões de euros.

Quanto à construção da incineradora, as obras só deverão avançar dentro de um ano.

A construção de uma incineradora em São Miguel tem sido alvo de muita contestação, tendo o presidente da AMISM salientado que “este debate” tem sido "salutar".

Questionado sobre uma eventual manifestação agendada para esta semana contra este processo, o presidente da AMISM desvalorizou a matéria.

“Para quê a manifestação? Temos que tratar os resíduos de forma sustentável”, referiu.

Nos Açores já existe uma incineradora em funcionamento, na ilha Terceira, e estações de Tratamento Mecânico e Biológico (TMB) em sete das nove ilhas.

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