Obras do matadouro de São Miguel concluídas em outubro

Obras do matadouro de São Miguel concluídas em outubro

 

Lusa/Açoriano Oriental   Regional   17 de Jan de 2017, 16:30

O secretário regional da Agricultura e Florestas afirmou hoje que as obras no matadouro da ilha de São Miguel devem ficar concluídas em outubro, o que irá permitir aumentar a capacidade de frio.

 "As obras do matadouro [de São Miguel] devem ficar concluídas em outubro", referiu João Ponte, à margem da reunião do Conselho Regional da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural dos Açores, que decorre hoje no concelho de Vila Franca do Campo.

O governante destacou, também, que estão em curso obras nos matadouros das ilhas Graciosa, Terceira e Faial, algo considerado essencial para a fileira da carne e para criar alternativa à produção de leite no arquipélago.

Segundo disse o governante, estas quatro obras representam um investimento total de 15 milhões de euros.

Em abril de 2016, o presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro, considerou que estas obras se inserem "num âmbito mais vasto da melhoria continuada da rede regional de abate, face a um crescimento que se tem verificado na produção de carne, particularmente no que respeita a um aumento muito substancial do número de abates em detrimento da exportação de gado vivo".

Para João Ponte, o setor agrícola nos Açores está "bem organizado e tem produtos de qualidade, mas continua muito dependente dos mercados", enfrentando ainda fragilidades "pelo facto da dispersão por nove ilhas e nove mercados".

"Ninguém pode dizer que o Governo Regional não esteve ao lado dos agricultores e da lavoura. O Executivo esteve presente, criou medidas excecionais, influenciou o Governo da República e fez pressão em Bruxelas", destacou João Ponte, admitindo, porém, que se possa dizer que as medidas adotadas são insuficientes.

Dos cerca de 40 conselheiros presentes na reunião, João Ponte referiu ter ouvido um conjunto de preocupações relativas ao preço do leite, à necessidade de alterar o POSEI (programa específico da União Europeia destinado a compensar as regiões ultraperiféricas pelos sobrecustos de produção), investir mais na modernização do setor e nas exportações.

"É uma reunião que serve essencialmente para o Governo Regional ouvir aquilo que são as preocupações do setor e depois traduzi-las naquilo que forem suas competências e depender da autonomia do Governo em políticas para a agricultura e o seu desenvolvimento", frisou o secretário regional, esperando que essas políticas possam traduzir-se "em mais rendimento para os agricultores e para a região".

Na última legislatura o Conselho Regional da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural dos Açores, órgão de cariz consultivo, reuniu-se uma única vez, apesar de estar prevista uma reunião anual.

João Ponte garantiu ser seu objetivo cumprir o que está estipulado.

Além de elementos dos vários departamentos da Secretaria Regional da Agricultura e Florestas, integram este Conselho representantes dos parceiros sociais, nomeadamente das organizações representativas dos agricultores açorianos e industriais do setor, Câmara do Comércio e Indústria dos Açores, Universidade dos Açores e Sindicato da Agricultura, Alimentação e Florestas.


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