Obra para combater eutrofização da lagoa das Furnas concluída até ao final do ano

Obra para combater eutrofização da lagoa das Furnas concluída até ao final do ano

 

Lusa/AO Online   Regional   7 de Jul de 2017, 17:51

A secretária regional da Energia, Ambiente e Turismo dos Açores disse hoje que a obra para continuar o combate à eutrofização da lagoa das Furnas deverá estar concluída até ao final do ano, reconhecendo que esta é a situação que "preocupa mais".

 

“A Lagoa das Sete Cidades, em concreto a massa de água, tem respondido de forma mais positiva às medidas que foram incrementadas em resultado destes planos de ordenamento. As Furnas é uma situação que nos preocupa mais e que tem, por isso, medidas que são diferentes relativamente às Sete Cidades e que passam por uma maior exigência em termos das áreas de utilização destas bacias”, afirmou Marta Guerreiro.

A governante falava aos jornalistas nas Furnas, concelho da Povoação, no final das reuniões das comissões consultivas do processo de alteração dos planos de ordenamento das bacias hidrográficas das lagoas das Furnas e das Sete Cidades, na ilha de São Miguel.

Em março do ano passado, o Governo dos Açores anunciou um investimento de 1,5 milhões de euros em mais uma obra para combater a eutrofização da lagoa das Furnas, empreitada que contempla a construção do canal de desvio de afluentes da ribeira do Salto da Inglesa e de consolidação do leito e margens do canal do Salto do Fojo.

O investimento foi justificado com o facto de o estado da lagoa ainda não ter atingido os “parâmetros qualitativos ambicionados, devido ao volume de carga orgânica que ainda aflui à massa de água, nomeadamente nutrientes como o fósforo e o azoto”.

A empreitada, no âmbito do Plano de Ordenamento da Bacia Hidrográfica da Lagoa das Furnas, contribuirá para “a diminuição da afluência de nutrientes para a massa de água, através da redução das escorrências, bem como da sua dinâmica de assoreamento”, adiantou o executivo regional.

Marta Guerreiro explicou que esta obra, em finalização, e que se prende com um “percurso de água que trazia muitos nutrientes para a lagoa, que prejudicava em muito a recuperação das massas de água”, é uma de duas "ações muito importantes".

A outra passa por “filtros naturais que permitem, através da passagem da água por algumas tubagens, filtrar os nutrientes que contribuem para a eutrofização da lagoa”, referiu a secretária regional, esclarecendo que, desta forma, também, estão a ser retirados “todos os nutrientes que acabam por estar a prejudicar a melhoria que se pretende para estas águas”.

Segundo Marta Guerreiro, os estudos e testes neste âmbito estão a ser feitos, pelo que em breve serão partilhados, para a prossecução da fase seguinte, que é a “efetiva implementação desta filtração”.


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