Obama saúda fim da missão de combate da NATO no Afeganistão, alerta para perigos

Obama saúda fim da missão de combate da NATO no Afeganistão, alerta para perigos

 

Lusa/AO Online   Internacional   29 de Dez de 2014, 05:18

O Presidente norte-americano Barack Obama saudou o fim da missão de combate da NATO no Afeganistão, embora reconheça a necessidade de se estar atento aos perigos que persistem no país.

 

"Graças ao extraordinário sacrifício dos nossos homens e mulheres fardados, a nossa missão de combate terminou e a mais longa guerra da história dos Estados-Unidos acaba de maneira responsável", declarou o Presidente Obama num comunicado.

Hoje, a força de combate da NATO recolheu a sua bandeira numa cerimónia formal em Cabul.

"Nós estamos mais seguros e o nosso país está mais seguro devido ao seu serviço" considerou Obama salientando que a presença militar americana permitiu "aos Afegãos a reconstrução do seu país, a realização das suas primeiras eleições e a trasição do país para a democracia".

Obama reconheceu, no entanto, que "o Afeganistão continua a ser um local perigoso", por isso, "a convite do governo afegão (...), os Estados-Unidos e os seus aliados manterão uma presença militar limitada no Afeganistão para dar assistência e treino às forças afegãs e prosseguir as operações antiterroristas contra o que resta da Al-Quaida".

As forças da NATO no Afeganistão devem ser substituidas em 2015 por 12.500 soldados estrangeiros, principalmente americanos.

"Os últimos 13 anos colocaram o nosso país e as nossas forças armadas à prova. Mas comparando os 180.000 soldados americanos que estavam no Iraque e no Afeganistão quando assumi funções, temos atualmente menos de 15.000 soldados neste país", referiu o presidente Obama.

Desde 2001, com a invasão do Afeganistão, mais de 2.300 soldados americanos perderam a vida e a despesa causada ultrapassou os 1.000 milhões de dólares.

Um grupo de 30 militares portugueses deixou o Afeganistão a 12 de novembro deste ano, pondo fim à participação portuguesa na missão da Força Internacional de Apoio à Segurança (ISAF) naquele país, que contou com 3227 militares portugueses em 12 anos.


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