Obama reúne-se com Abbas e diz que situação em Gaza é "insustentável"

Obama reúne-se com Abbas e diz que situação em Gaza é "insustentável"

 

Lusa/AO Online   Internacional   9 de Jun de 2010, 17:59

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, definiu hoje como “insustentável” a situação na Faixa de Gaza e disse ser necessária “mais atenção” para o problema.

Obama pronunciou-se numa conferência de imprensa após um encontro na Casa Branca com o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, onde foram abordadas a situação em Gaza, território controlado pelo movimento radical Hamas, e as conversações de paz israelo-palestinianas.

Nas declarações após a reunião, que se prolongou por uma hora, o Presidente dos EUA anunciou uma ajuda adicional de 400 milhões de dólares (335 milhões de euros) para os territórios palestinianos, que Abbas considerou um “sinal positivo”.

Obama exortou palestinianos e israelitas a prosseguirem as conversações indiretas de paz, iniciadas no mês passado sob a mediação do enviado especial dos EUA, George Mitchell, com o objetivo de iniciar as conversações diretas no prazo mais breve possível.

O chefe de Estado norte-americano garantiu ainda que está “totalmente empenhado” no êxito das negociações e disse aguardar “progressos significativos” em 2010.

Ao contrário da generalidade das capitais ocidentais, Washington recusou-se a condenar o assalto militar israelita em 31 de maio contra uma frota de ajuda humanitária que se dirigia para Gaza, onde foram mortos nove cidadãos turcos, um deles com dupla nacionalidade turca e norte-americana.

Os EUA recusaram condenar Israel e insistem na necessidade em conhecer todos os factos através de uma investigação assente em “padrões internacionais”.

Este assunto foi discutido durante a reunião, e Obama admitiu que o bloqueio a Gaza é “insustentável”, apelou a Israel para “colaborar com todas as partes” e considerou que a resolução da situação implica “mais atenção” e “um novo marco concetual”.

Por sua vez, Abbas, também líder o movimento palestiniano moderado Fatah, insistiu na necessidade de terminar com o bloqueio e permitir a entrada no pequeno território (360 quilómetros quadrados e 1,5 milhões de habitantes) de bens de primeira necessidade.


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