Política

Obama retoma campanha com apelo à união de norte-americanos

Obama retoma campanha com apelo à união de norte-americanos

 

Lusa/AO online   Internacional   1 de Nov de 2012, 18:23

O presidente norte-americano, Barack Obama, retomou hoje a campanha eleitoral, depois de 3 dias de paragem forçada pelo furacão "Sandy", apelando à união dos norte-americanos em alturas de dificuldade.

O Estado do Wisconsin, um dos mais disputados pelos dois candidatos presidenciais, foi o escolhido por Obama para o regresso à campanha, enquanto o seu adversário preferiu outro destes "campos de batalha", a Virgínia, depois de na quarta-feira ter regressado ao terreno na Flórida. "Quando os desastres se abatem, vemos a América no seu melhor. Todas as pequenas diferenças que nos consomem em alturas normais parecem esbater-se. Não há democratas e republicanos, durante uma tempestade - apenas concidadãos americanos", disse o presidente. Obama e Romney têm estado praticamente empatados nas sondagens nacionais nas últimas semanas, quando faltam apenas 5 dias para a ida às urnas. Apesar do tema central de unidade, a intervenção do presidente norte-americano no regresso à campanha incluiu também as acusações ao seu adversário de promover políticas económicas que favorecem os mais ricos, em desfavor da classe média. "Dar mais poder aos maiores bancos não é mudança. Deixar milhões sem seguro de saúde não é mudança, Mais 5 biliões de dólares a favor dos ricos não é mudança. Tornar o Medicare [programa de assistência médica aos idosos e inválidos] num programa de vales é mudança. Mas não queremos essa mudança", disse Obama. Obama interrompeu a campanha na segunda-feira, quando tinha agendado um importante comício lado-a-lado com o ex-presidente Bill Clinton, para regressar a Washington e acompanhar de perto os esforços da administração para apoiar os governos estaduais afetados pelo Sandy. O estado de emergência foi, entre outros Estados, declarado em Nova Iorque, Connecticut e Nova Jersey, que Obama visitou na quarta-feira na companhia do governador, o notável republicano Chris Christie, que elogiou rasgadamente os esforços presidenciais perante o Sandy. Romney também suspendeu os ataques ao presidente e cancelou eventos, mas "transformou" alguns em ações de recolha de donativos para as vítimas do "Sandy". Falando hoje em Roanoke, na Virgínia, Romney lembrou as "tragédias dos últimos dias", congratulando-se por naquele Estado, a "tempestade não ter sido tão violenta quanto poderia ter sido". O republicano tentou recolocar a difícil situação económica e financeira do país no centro do debate político, criticando a proposta de Obama para ter na próxima administração um secretário de Estado encarregue de supervisionar programas de criação de emprego, estímulo ao comércio e pequenas empresas. "Não acredito que colocar mais uma cadeira no gabinete dele vai ajudar a acrescentar milhões de empregos. Não precisamos de um secretário para os negócios que perceba de negócios. Precisamos de um presidente que perceba de negócios", disse Romney. Esta foi a primeira de três paragens para o republicano na Virgínia, enquanto Obama vai visitar os Estados do Nevada e Colorado.


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