Obama pede "marginalização" da política do "ódio contra os EUA, Ocidente e Israel"

Obama pede "marginalização" da política do "ódio contra os EUA, Ocidente e Israel"

 

Lusa/AO online   Internacional   25 de Set de 2012, 17:36

O presidente norte-americano, Barack Obama, apelou para a "marginalização" dos líderes que fazem do "ódio contra os Estados Unidos, Ocidente e Israel" o centro da sua ação política.

Na abertura do debate anual da Assembleia Geral das Nações Unidas, perante líderes de todo o mundo, Obama condenou os ataques recentes contra embaixadas norte-americanas no mundo árabe, mas salientou que a liberdade de expressão impede os Estados Unidos de banirem o vídeo anti-muçulmano "grosseiro e enojante" que desencadeou os protestos.

O vídeo "é um insulto não apenas aos muçulmanos, mas também à América", país que "entende a razão porque as pessoas se ofendem com ele, pois milhões de cidadãos nossos [muçulmanos] estão entre eles", disse Obama.

"Como presidente e comandante-chefe das nossas forças armadas, aceito que as pessoas me chamem coisas terríveis todos os dias, e sempre defenderei o direito que têm de o fazer", adiantou o presidente norte-americano, para aplauso da plateia.

Fez ainda questão de lembrar que faz parte da maioria de cristãos norte-americanos, numa tentativa de impedir que a intervenção de hoje, a pouco mais de um mês de eleições presidenciais, seja usada pelos seus rivais republicanos como uma defesa dos muçulmanos, ou até sinal de que essa é a verdadeira religião do presidente.

O nome mais citado por Obama no seu discurso foi o do embaixador assassinado na Líbia, Chris Stevens, exemplo da escolha que o mundo tem de fazer entre a tolerância e a intolerância e violência.

Os violentos protestos anti-americanos mostram que a democracia é um "trabalho duro" e contínuo, que não se esgota no voto e está em curso no mundo árabe e noutros pontos do mundo, de África à Birmânia, disse Obama.

"Os acontecimentos das duas últimas semanas dizem-nos da necessidade de todos nós lidarmos honestamente com as tensões entre o Ocidente e um Mundo Árabe a caminhar para a democracia", afirmou.

"É obrigação de todos os líderes, em todos os países, condenar fortemente a violência e o extremismo. É altura de marginalizar aqueles que - mesmo quando não recorrem à violência - usam o ódio contra a América, ou o Ocidente, ou Israel, como princípio central da sua política", adiantou.

A prazo, defendeu, a violência ou apelos à violência acabarão por virar-se contra os próprios líderes muçulmanos.

Lembrando os "quatro anos de progresso testemunhados" como presidente, agora em final de mandato, Obama lembrou que o fim da guerra no Iraque e o regresso das tropas norte-americanas a casa, o início da transição no Afeganistão, com o enfraquecimento da Al Qaida e a morte do seu líder Osama Bin Laden.

A herança do embaixador assassinado na Líbia será preservada, defendeu, e aqueles que se manifestaram nas ruas de cidades líbias contra o crime são fonte de "esperança" de que será feita Justiça e de continuação da "maré de liberdade".


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