Obama e secretário-geral da NATO consideram que missão foi "eficaz"


 

Lusa/AO Online   Internacional   8 de Nov de 2011, 06:46

O presidente dos EUA, Barack Obama, e o secretário-geral da NATO, Anders Fogh Rasmussen, destacaram na segunda-feira, durante uma reunião privada em Washington, a eficácia da operação militar da Aliança na Líbia, já concluída.

O encontro foi realizado à porta fechada e ambos avançaram poucos detalhes sobre o que discutiram.

Obama "agradeceu ao secretário-geral a sua liderança forte e efetiva" durante os sete meses de missão na Líbia ao acrescentar que a ação "decisiva" da NATO "salvou a vida de milhares de civis líbios", refere um comunicado da Casa Branca.

O presidente norte-americano e Rasmussen acordaram que na próxima cimeira da NATO, que terá lugar em Chicago em maio de 2012, "deverá procurar-se alargar e aprofundar as relações da Aliança com nações que não fazem parte desta e assegurar que a NATO tenha a capacidade de defesa que necessita para enfrentar as ameaças de segurança no século XXI".

A NATO "acaba de completar uma missão muito importante na Líbia que acreditamos que foi executada de forma muito eficaz", afirmou em conferência de imprensa o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney.

Obama e Rasmusssen também conversaram sobre o "importante progresso" da missão dos EUA no Afeganistão, liderada pela NATO, e de como a próxima cimeira da organização "poderá dar forma à próxima grande fase de transição daquele país, consistente com os objetivos" comuns, indicou a Casa Branca.

Aprovada em março, a missão da NATO na Líbia durou sete meses até ao passado dia 31 de outubro e tinha como objetivo reduzir as capacidades militares das forças leais a Kadhafi e permitir o avanço dos rebeldes.

Rasmussen colocou fim à missão na Líbia na semana passada com uma visita surpresa a Tripoli, durante a qual realçou que a NATO não pretende imiscuir-se nas questões internas do país, mas estabelecer uma relação de cooperação com as novas autoridades.

A operação da NATO na Líbia foi alvo de várias críticas, especialmente por parte da Rússia e China, que consideram que a organização não respeitou o mandato das Nações Unidas e colocou-se ao lado dos rebeldes.


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