Obama adverte que situação não se resolve em poucas semanas


 

Lusa/AO online   Internacional   9 de Ago de 2014, 18:43

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou que o conflito no Iraque não irá resolver-se nas próximas semanas, um dia depois dos primeiros ataques norte-americanos para travar o avanço dos 'jihadistas' do Estado Islâmico no norte do país.

 

"Não vou avançar com um calendário preciso", disse Obama numa conferência de imprensa na Casa Branca. "Não creio que possamos resolver este problema em poucas semanas. Penso que vai levar algum tempo", acrescentou.

Obama disse que os Estados Unidos tiveram de intervir porque o avanço dos combatentes do Estado Islâmico (EI) foi "mais rápido" do que os serviços de informações previam.

"O calendário mais importante, na minha opinião, é o que vai permitir que o governo iraquiano fique concluído, porque sem governo iraquiano, é muito difícil para os iraquianos lutar contra o EI", referiu o presidente norte-americano, que insistiu na necessidade de um governo no qual o povo e as forças iraquianas "tenham confiança".

Obama, que falava na Casa Branca antes de partir para férias no estado de Massachusetts, excluiu, mais uma vez, o recurso a uma intervenção terrestre das forças norte-americanas, apontando "as lições" da "longa" guerra do Iraque.

O presidente dos Estados Unidos indicou ainda que o primeiro-ministro britânico, David Cameron, e o presidente francês, François Hollande, concordaram em apoiar os esforços humanitários iniciados pelos Estados Unidos no norte do Iraque.

"Mais uma vez a América está orgulhosa de ter a seu lado os seus aliados e amigos mais próximos", afirmou, após conversações pelo telefone com os dois dirigentes.

"Estou confiante que vamos impedir o Estado Islâmico de chegar às montanhas e de massacrar os que ali estão refugiados, mas a etapa seguinte será complicada a nível logístico: como permitir a passagem em segurança das pessoas que estão nas montanhas e como deixá-las num lugar seguro? É o tipo de coisa que temos de coordenar a nível internacional", disse Obama.

Os Estados Unidos iniciaram na sexta-feira ataques “seletivos” contra posições do EI com duas rondas de bombardeamentos.

O EI controla Mossul, a segunda cidade do Iraque, desde 10 de junho e combate em vários pontos do norte do Iraque para ampliar o “califado” que proclamou.

A ofensiva ‘jihadista’ provocou o êxodo de dezenas de milhares de civis, entre os quais vários milhares da minoria étnico-religiosa Yazidi, perseguida pelos 'jihadistas'.



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