Obama acaba com benefícios fiscais concedidos por Bush aos mais ricos

Obama acaba com benefícios fiscais concedidos por Bush aos mais ricos

 

Lusa / AO online   Economia   8 de Ago de 2010, 12:48

Os norte-americanos mais ricos vão passar a pagar mais impostos a partir do próximo ano, vendo os benefícios fiscais concedidos pelo antigo Presidente George W. Bush revogados pelo Governo de Barack Obama.

O secretário de Estado do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, confirmou recentemente que não vai renovar, no final do ano, os benefícios fiscais concedidos pelo antigo Presidente George W. Bush aos americanos mais ricos, num aumento indireto dos impostos sobre estes.

"Acreditamos que é apropriado deixar expirar os benefícios fiscais para os mais ricos”, disse Geithner aos jornalistas, pondo fim à lei criada por George W. Bush que atribuía reduções de impostos e benefícios fiscais aos escalões mais altos de rendimento, na esperança de que o consumo acrescido proporcionado pela redução da tributação fiscal acelerasse a retoma norte-americana.

Deste modo, o responsável do Tesouro aumentará, em 2011, a carga fiscal sobre os americanos mais ricos como parte do esforço para reduzir o défice orçamental dos Estados Unidos.

Em contrapartida, a classe média poderá ter acesso a novos benefícios fiscais para dinamizar a economia, no âmbito de uma provável revisão do código fiscal no próximo ano, confirmado pelo secretário de Estado do Tesouro norte-americano.

As declarações do governante culminam um processo de debate político, em que os responsáveis democratas uniram-se aos republicanos para defender a extensão do prazo dos benefícios fiscais para os mais ricos.

Para estes políticos, o fim dos benefícios fiscais para os mais ricos significa que estes passarão a investir menos na economia, pondo em causa a já frágil recuperação económica.

Os dados mais recentes apontam para um crescimento de 2,4 por cento no segundo trimestre, depois de ter acelerado 3,7 por cento nos primeiros três meses deste ano. De acordo com os economistas ouvidos pela agência financeira Bloomberg, o ritmo de crescimento da maior economia do mundo no terceiro pode abrandar para os 1,7 por cento de julho a setembro, acentuando os receios de que a frágil recuperação da economia possa redundar numa nova queda do PIB, concretizando o cenário de double-dip recession (mergulho duplo em crescimento negativo).


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