"Oásis" no interior algarvio atraem turistas às pequenas localidades

"Oásis" no interior algarvio atraem turistas às pequenas localidades

 

AO/Lusa   Economia   10 de Ago de 2014, 11:30

Longe do trânsito e do rebuliço das praias algarvias, vilas e aldeias do interior beneficiam, durante o verão, do movimento de turistas que procuram fugir do litoral e refrescar-se em águas mais calmas.

 

Na ribeira de Alte, em Loulé, outrora utilizada pelas lavadeiras e para abastecimento de água, existe agora uma piscina pública que atrai muitos banhistas no verão, favorecendo também as visitas à aldeia de Alte, na serra do Caldeirão, a 40 quilómetros da costa, contou à Lusa a presidente da junta de freguesia local.

“Este espaço no verão é muito procurado para banhos, para convívios e, nesse sentido, durante dois meses é um grande atrativo”, observou Sílvia Martins, acrescentando que as pessoas ficam "completamente em êxtase" com a beleza da Fonte Grande de Alte, por ser um espaço "tão agradável" no meio da serra.

Com uma área para piqueniques e um anfiteatro ao ar livre, a manutenção do espaço é assegurada pela Junta de Freguesia de Alte, considerada uma das mais típicas do Algarve e com outros atrativos em torno da água, como a Fonte Pequena ou a Queda de água do Vigário.

Edmundo Gonçalves, de 77 anos e um dos pedreiros envolvidos na construção da Fonte Grande, ainda antes de 25 de abril de 1974, não esconde o orgulho pelo facto de o espaço ser tão aproveitado e admirado pelos visitantes, contando que ia buscar ao mato as "pedrinhas" que hoje fazem os efeitos da fonte.

A Fonte Grande é uma das escolhas habituais de uma instituição de apoio a crianças diminuídas mentais para organizar convívios, pela vegetação, que o torna um lugar fresco, e por ser mais calmo do que a praia, contou a psicóloga clínica Helena Ramos.

A 80 quilómetros dali, no extremo Este do Algarve, já perto da fronteira com Espanha, a praia fluvial de Alcoutim é outro dos locais no interior algarvio procurados como alternativa à praia, embora segundo alguns turistas, como Antonino Oliveira, emigrado em França, o espaço seja pequeno para responder à grande procura, no pico do verão.

Segundo o nadador-salvador da praia do Pego Fundo, a maioria das pessoas que a frequentam vêm da outra margem do Guadiana, das localidades espanholas de San Lúcar, Ayamonte, Huelva e Sevilha, entre outros, especialmente em agosto, mês em que quase é preciso “pedir licença para pôr a toalha”.

Segundo Fábio Gonçalves, há dois anos a vigiar o local, a praia fluvial “mexe um bocado com a economia local”, pois os turistas que a frequentam acabam também por passear e fazer refeições na vila.

A turista Helena Verschoor, residente em Carcavelos e frequentadora anual daquela praia algarvia, disse à Lusa considerá-la “uma belíssima alternativa” ao litoral, sublinhando que ali se passa "um dia muito bem passado", sendo também "uma boa maneira de quebrar a rotina do mar e da água salgada”.


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