Oakley é a última marca a abandonar Armstrong


 

Lusa/AO online   Outras modalidades   22 de Out de 2012, 17:28

A marca norte-americana de óculos Oakley, um dos últimos patrocinadores que ainda apoiavam Lance Armstrong, rompeu esta segunda-feira o contrato com o antigo ciclista devido à anulação das suas sete vitórias na Volta a França por dopagem.

“Baseando-se na decisão de hoje da União Ciclista Internacional e nas provas esmagadoras apresentadas pela Agência Antidopagem dos Estados Unidos, a Oakley pôs fim, de forma imediata, à sua longa ligação com Lance Armstrong”, declarou a companhia em comunicado.

A empresa ressalvou que, contudo, continuará a apoiar a Fundação Livestrong, fundada pelo texano de 41 anos para apoiar doentes de cancro, doença a que sobreviveu em 1996.

Na última quarta-feira, a Nike, patrocinadora de Armstrong desde 1996, foi o primeiro sponsor a romper o contrato com o antigo ciclista.

O fabricante de bicicletas Trek, a cervejeira Anheuser-Busch, a sociedade de bebidas energéticas FRS, a companhia de nutrição desportiva Honey Stinger e a empresa de capacetes Giro também deixaram de patrocinar Armstrong.

A União Ciclista Internacional (UCI) retirou hoje Lance Armstrong as suas sete vitórias na Volta a França em bicicleta, na sequência do relatório da Agência Antidoping dos Estados Unidos (USADA) que acusa o corredor norte-americano de dopagem sistemática.

Já retirado, Armstrong, um sobrevivente do cancro, venceu o Tour consecutivamente entre 1999 e 2005 e, após anos de suspeições, foi acusado e punido pela USADA, que, entre outras coisas, apoiou a sua decisão em testemunhos de 11 dos antigos companheiros de equipa.

"Armstrong não tem lugar no ciclismo", declarou o presidente da UCI, o irlandês Pat McQuaid, durante uma conferência de imprensa, em Genebra, depois de ter qualificado este dia como "muito importante para o ciclismo".

A UCI confirmou as sanções aplicadas em agosto pela USADA, que irradiou Armstrong e anulou os resultados da maior parte da sua carreira. Armstrong, de 41 anos, abandonou o ciclismo profissional em definitivo no início de 2011, depois de uma primeira retirada entre 2006 e 2008.

No seu relatório de 164 páginas, acompanhado de cerca de 1.000 outras páginas de testemunhos e estudos, publicado a 10 de outubro, a USADA acusa Armstrong de ter montado "o programa de doping mais sofisticado da história do desporto".

Os testemunhos de 11 dos seus antigos companheiros apontam para o recurso sistemático a eritropoietina (EPO), transfusões sanguíneas, hormona de crescimento, testosterona e cortisona.

A UCI vai decidir na sexta-feir a se os seus triunfos na Volta a França serão atribuídos a qualquer outro corredor, mas o conforme o diretor da prova, Christian Prudhomme, manifestou recentemente o desejo de deixar os títulos sem dono.



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