O IVA não terá margem para baixar nos próximos quatro anos

O IVA não terá margem para baixar nos próximos quatro anos

 

Lusa/AO Online   Economia   24 de Jul de 2015, 07:32

O primeiro-ministro e líder do PSD disse esta noite que o IVA não terá margem para baixar, nos próximos quatro anos.

Respondendo na TVI24 a questões enviadas por cidadãos através das redes sociais, que lhe eram colocadas pelo jornalista Pedro Pinto, concretamente se o IVA iria baixar na eletricidade, o chefe do executivo disse que não há margem para baixar o IVA e preferiu enumerar as áreas em que irá desagravar a carga fiscal.

Passos Coelho adiantou que, se ganhar as eleições de 04 de outubro, propõe “remover a sobretaxa IRS nos próximos quatro anos” e “todas as restrições aos rendimentos dos funcionários públicos”, impostas nos últimos quatro anos.

“Vamos continuar a desagravar o IRC, porque precisamos de investimento para criar emprego, e vamos usar rigorosamente a margem orçamental de que dispomos para poder manter essa reforma que desagrava a fiscalidade para as empresas, e vamos continuar a aprofundar aquilo a que chamámos o coeficiente familiar dentro do IRS, para ir ao encontro das famílias mais numerosas", acrescentou.

O primeiro-ministro foi depois confrontado com a pergunta relacionada com o pagamento de toda a dívida à segurança social.

“Não tenho nenhuma dívida à segurança social”, respondeu.

De seguida, foi questionado acerca da empresa Tecnoforma para a qual trabalhou no passado e que, segundo o jornal Público desta quinta-feira, foi alvo de uma investigação pelo Organismo Europeu de Luta Antifraude (OLAF), o qual detetou a prática de infrações penais e financeiras na aplicação e/ou na atribuição de fundos europeus, por aquela empresa.

Passos Coelho disse que não sabe qual é a investigação em causa nem qual é o seu resultado.

“O que posso dizer é o que fiz na Tecnoforma: trabalhei na Tecnoforma a recibos verdes, como prestador de serviços durante vários anos e, depois, durante sete meses, rigorosamente durante sete meses, exerci funções de administração por procuração dos donos da empresa”, disse.

“Não tenho, no tempo em que trabalhei lá, nada que me envergonhe nada que me embarace ou que me cause qualquer problema, nada, rigorosamente nada”, acrescentou, referindo não saber que suspeitas com fundos europeus são indicadas pelo jornal.

“Não sei que suspeitas são, ninguém me notificou de suspeita nenhuma, muito menos de qualquer coisa que pudesse ter o meu envolvimento e muito estranharia que qualquer coisa que tivesse o meu envolvimento pudesse ser citado” nesse contexto, concluiu.

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