O INOVA e as Empresas

O INOVA e as Empresas

 

Duarte Ponte   Regional   18 de Nov de 2010, 16:08

O INOVA tem de procurar um equilíbrio adequado entre a competitividade
dos múltiplos serviços prestados à comunidade e os objectivos essenciais da
sua constituição, que são os de inovação e de desenvolvimento

INOVA é uma associação sem fins lucrativos que tem como objectivo apoiar as empresas na área do controle da qualidade dos processos e dos produtos, na área do desenvolvimento tecnológico e da inovação e na área da metrologia. Tem como principais associados o Governo dos Açores, a Universidade dos Açores, o Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação – IAPMEI, a Câmara do Comércio e Indústria dos Açores e diversas empresas (i.e. EDA, Cimentaçor e Fábrica de Tabaco Micaelense)
O INOVA tem no seu activo 36 trabalhadores cujos salários são pagos exclusivamente pelos resultados da sua actividade. Ao contrário de outras instituições similares existentes no País, em que os custos de funcionamento são assegurados pelo Estado, o INOVA tem de procurar um equilíbrio adequado entre a competitividade dos múltiplos serviços prestados à comunidade e os objectivos essenciais da sua constituição, que são os de inovação e de desenvolvimento. Tal exige uma gestão rigorosa dos seus recursos, um grande esforço de interacção com a actividade das empresas e uma visão atenta das necessidades do mercado. Para além deste quadro de pessoal fixo, o INOVA tem a colaboração de 3 doutorados e de outros investigadores com o grau de mestre e de licenciatura, que estão adstritos a diversos projectos de investigação e de desenvolvimento.
De entre os grandes desafios que se colocam às sociedades modernas assume papel de destaque a necessidade de assegurar a medição de parâmetros químicos e biológicos, designadamente nos domínios da protecção do meio ambiente, da segurança alimentar e da saúde humana. Neste âmbito, o INOVA disponibiliza uma infra-estrutura ímpar no contexto da Região Autónoma dos Açores, o Laboratório de Análises, dotado de meios técnicos e humanos para prestar estes serviços analíticos em todo o arquipélago. O Laboratório de Análises, com mais de uma centena de parâmetros acreditados na área da microbiologia e da química fina, e o Laboratório de Metrologia, que disponibiliza calibrações e ensaios diversos (cerca de 20 dos quais acreditados), possuem um conjunto vasto de clientes cujo grau de satisfação é constantemente analisado como pode ser visto no site do INOVA www.inovacores.pt.
O INOVA possui também um campo experimental e uma fábrica piloto na área dos lacticínios, da carne e do pescado, onde podem ser realizadas as mais diversas experiências tecnológicas, permitindo o desenvolvimento de novos produtos e de novos processos.
É importante realçar, ainda, os projectos de investigação e desenvolvimento recentemente aprovados pelo Programa PROCONVERGÊNCIA, que demonstram a importância do INOVA no apoio às empresas e na procura de novos caminhos de desenvolvimento dos Açores.
O projecto TERMAZ visa a qualificação dos recursos termais dos Açores, com especial enfoco para as Termas do Varadouro (Faial), do Carapacho (Graciosa), da Ferraria e das Furnas (São Miguel), e das nascentes com potencialidades de produção de águas minerais. Para além disso, o INOVA, conjuntamente com os seus parceiros estratégicos neste projecto, nomeadamente o Governo dos Açores através da Secretaria Regional da Economia, a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, a Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto e as empresas que exploram as Termas do Carapacho e da Ferraria, está a desenvolver um conjunto vasto de estudos na área das propriedades terapêuticas e dermo-cosméticas das águas, lamas termais e outros recursos endógenos dos Açores, como é o caso da pedra-pomes.
O projecto Qualidade em Acção tem como principais objectivos estratégicos a definição e construção das bases do Sistema Regional da Qualidade (SRQ), a criação do Barómetro Regional da Qualidade, de modo a avaliar o desempenho e evolução das acções implementadas na Região, e ainda a construção sítio internet “Qualidade nos Açores”. Este projecto tem como parceiros estratégicos o Governo dos Açores através da Secretaria Regional da Economia, a Universidade de Coimbra e empresas especializadas do sector.
O projecto Cultura do Ananás dos Açores tem também múltiplos objectivos. Em primeiro lugar, encontrar alternativas credíveis à matéria-prima tradicional utilizada nas camas quentes das estufas, estudando a possibilidade de utilizar os resíduos verdes resultantes dos cortes das árvores, das relvas das estradas e dos jardins que todos os dias chegam aos aterros sanitários, para após compostagem e vermicompostagem serem utilizados na produção de ananás. A utilização da micropropagação para melhorar o rendimento dos produtores e a influência da radiação solar, da temperatura e de diferentes tipos de estufa na qualidade do ananás produzido são outros temas importantes deste projecto. Este projecto tem como parcerias estratégicas o Governo dos Açores através da Secretaria Regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos, o Instituto Superior de Agronomia, a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, o Departamento de Ciências Tecnológicas e Desenvolvimento (DCTD) da Universidade dos Açores e a Cooperativa PROFRUTOS.
Na sequência do Projecto SEPROQUAL, em que foram abrangidas cerca de 800 empresas e cerca de 2 mil trabalhadores em toda a Região e que teve enorme sucesso na promoção da segurança e da qualidade nas empresas ligadas à indústria e aos serviços da área alimentar, nomeadamente na implementação do HACCP, o INOVA viu recentemente aprovado o projecto SEPROQUAL-Inovação que tem quatro vertentes fundamentais:
- O SEPROQUAL-Inovação – Lacticínios, onde se pretende dar apoio tecnológico às pequenas e médias empresas do sector, especialmente ligadas à produção de queijo;
- O SEPROQUAL-Inovação – Carnes, onde se pretende dar apoio à qualificação da carne IGP, à carne produzida nos Açores feita predominantemente em pastoreio livre e à base de erva e à carne de vacas de reforma. Esta componente visa também apoiar a salsicharia tradicional, caracterizando os processos de fabrico e sugerindo as alterações necessárias para aumentar a segurança e a vida em prateleira dos seus produtos;
- O SEPROQUAL-Inovação – Pescado, que tem como objectivo valorizar as espécies com um valor comercial baixo (i.e. chicharro) e aumentar a vida em prateleira de espécies de alto valor comercial (i.e. goraz, cherne e pargo);
- O SEPROQUAL-Inovação – Produtos Artesanais, que visa apoiar tecnologicamente as microempresas ligadas à produção de produtos tradicionais dos Açores e a respectiva certificação.
O SEPROQUAL-Inovação tem como parceiros estratégicos o Governo dos Açores, nomeadamente através das Secretarias Regionais da Economia, da Agricultura e Florestas e do Ambiente e do Mar, o Instituto Nacional de Recursos Biológicos, o Instituto Nacional de Investigação das Pescas, a Universidade dos Açores (DCTD) e pequenas e médias empresas ligadas ao sector.
O INOVA apresenta-se assim como uma instituição credível, aberta, voltada para o exterior, com múltiplas ligações com instituições científicas e ao tecido empresarial regional, o que lhe permite dar uma resposta atempada a novas iniciativas e dar um contributo decisivo para o desenvolvimento e inovação das empresas dos Açores.
 

 


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