Núvem de cinzas vulcânicas entrou no espaço aéreo português

Núvem de cinzas vulcânicas entrou no espaço aéreo português

 

Lusa/AO On line   Regional   20 de Abr de 2010, 07:04

A nuvem de cinzas vulcânicas que tem provocado o cancelamento de voos na Europa entrou no espaço aéreo português, encontrando-se localizada na zona noroeste da ilha das Flores, nos Açores, anunciou hoje o Instituto de Meteorologia (IM).

"O que sabemos de momento é que a pluma de cinzas vulcânicas continua a influenciar o continente europeu, no qual se inclui as Ilhas Britânicas, e que uma parte da pluma já entrou no espaço aéreo nacional, na zona noroeste da ilha de das Flores", disse à Lusa o meteorologista de serviço do IM, Fernando Rei, adiantando que a área afetada é "muito pequena".

Uma nova erupção do vulcão islandês, registada na segunda feira, intensificou a nuvem de cinzas vulcânicas que desde a passada semana está a condicionar a circulação aérea na Europa, obrigando ao encerramento de vários aeroportos e cancelamento de milhares de voos.

Segundo um comunicado dos Serviços Nacionais de Tráfego Aéreo (NATS), entidade que gere o espaço aéreo britânico, a erupção do vulcão islandês "intensificou-se" e "uma nova de cinzas espalhou-se para sul e para leste", em direção à Grã-Bretanha.

Em declarações à Lusa, no entanto, o meteorologista Fernando Rei recusa falar de uma nova nuvem de cinzas, dizendo que se trata da mesma, embora intensificada.

"A dimensão e intensidade da pluma de cinzas está dependente da actividade do vulcão, já que há períodos em que expele mais ou menos cinzas, além de toda a dinâmica atmosférica, que vai originando o espalhamento da pluma", explicou o meteorologista.

"Dadas essas condicionantes, chegou mais perto do continente americano, embora também tenha entrado no espaço aéreo de Santa Maria", acrescentou.

De acordo com Fernando rei, "até ao final do dia de hoje", a nuvem de cinzas "não deverá afetar" o território continental, sendo "muito difícil" prever qual será a sua direção.

"A situação só estará resolvida quando o vulcão deixar de expelir cinzas", frisou, dizendo ainda que a nuvem "não é visível a olho nu" e que, à distância a que se encontra, abaixo dos 20.000 pés, "é quase impercetível".


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