Nuvem de cinzas pode condicionar operação nos aeroportos de Lisboa e Faro


 

Lusa/AO On line   Nacional   7 de Mai de 2010, 06:39

A nuvem de cinzas libertadas pelo vulcão islandês que permanece em actividade encontra-se já no espaço aéreo português, prevendo-se que se desloque para as regiões centro e sul, segundo o Instituto de Meteorologia (IM).

"A informação que temos é que a pluma de cinzas se encontra, sensivelmente, entre os 100 e 200 quilómetros, mais ou menos a oeste da nossa costa ocidental", declarou o meteorologista Fernando Rei, referindo-se aos dados comunicados pelo Centro Consultivo de Cinzas Vulcânicas de Londres.

A possibilidade de o espaço aéreo nacional ser encerrado depende, no entanto, da avaliação e decisão dos serviços de tráfego aéreo.

"Tudo depende da concentração das partículas em suspensão na atmosfera", explicou Fernando Rei, referindo que existe sempre a possibilidade de estas estarem de tal forma dispersas que não perturbem a circulação dos aviões.

Desde março passado que o vulcão islandês Eyjafjöll, localizado num glaciar do sul da Islândia, se encontra em actividade, emanando uma nuvem de cinzas que provocou já o encerramento do espaço aéreo de vários países da Europa, entre 14 e 21 de abril.

A situação causou um caos sem precedentes na história da aviação civil e prejuízos estimados na ordem dos 2,5 mil milhões de euros.

O vulcão islandês encontra-se, novamente, numa "fase explosiva", de acordo com meteorologistas e geofísicos, ao ponto de o espaço aéreo da Irlanda ter sido encerrado pela terceira vez em três dias.

Em Portugal, as previsões apontam para que "haja uma progressão [da nuvem de cinzas] lentamente para sueste", disse ainda à Lusa o meteorologista Fernando Rei.

"Tudo indica que essa área que está a afetar o nosso espaço área vá progredir lentamente para sueste, podendo vir a afetar, nas próximas horas e até às 19:00 locais, as regiões do centro e sul, sobretudo mais o litoral", declarou.


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