Número de empresas de construção diminui 1,9% em 2015

Número de empresas de construção diminui 1,9% em 2015

 

Lusa/Açoriano Oriental   Economia   5 de Dez de 2016, 11:29

O número de empresas em atividade no setor da construção diminuiu 1,9% em 2015, face a 2014, para 44 mil, representando 11% do total das empresas em Portugal, segundo dados divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).

 

Segundo a instituição, o setor presentava 9% do número de pessoas ao serviço e 6% do volume de negócios no final de 2015.

“Comparativamente a 2011, a relevância do setor da construção no total das empresas diminuiu, em virtude de consecutivos decréscimos no número de empresas em atividade no setor”, refere o BdP.

Face ao ano anterior, o peso do setor diminuiu também em termos de volume de negócios (3,2 pontos percentuais) e no número de pessoas ao serviço (2,9 pontos percentuais).

“Por cada empresa do setor que cessou atividade foram criadas 0,8 empresas, um valor 0,4 percentuais abaixo do rácio de natalidade/mortalidade do total das empresas”, refere o BdP.

A construção de edifícios apresentava maior preponderância neste setor de atividade, representando 59%, 44% das pessoas ao serviço e 42% do volume de negócios do setor.

A repartição pelos segmentos de atividade do número de pessoas ao serviço e do volume de negócios era mais homogénea, destacando-se, ainda assim, o peso da engenharia civil (com 31% do volume de negócios e 23% das pessoas ao serviço do setor, embora representasse apenas 6% das empresas).

Por dimensão das empresas, 88% eram microempresas, 12% eram Pequenas e Médias Empresas (PME) e apenas 0,1% eram grandes empresas.

As PME representavam 51% do volume de negócios e 50% do número de pessoas ao serviço do setor.

Os distritos de Lisboa e do Porto concentravam 32% e 22% do volume de negócios do setor, respetivamente.

A rendibilidade dos capitais próprios do setor aumentou marginalmente em 2015, situando-se em -1%, com a construção de edifícios a ser o único segmento a apresentar uma rendibilidade agregada negativa (3%), enquanto na engenharia civil e nas atividades especializadas a rendibilidade totalizou, em 2015, 1% e 4%, respetivamente.


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