Número de candidaturas a apoios para imóveis com térmitas nos Açores mais do que duplica

Número de candidaturas a apoios para imóveis com térmitas nos Açores mais do que duplica

 

Lusa/AO Online   Regional   12 de Out de 2015, 11:42

O número de candidaturas a apoios para a recuperação de imóveis infestados com térmitas nos Açores mais do que duplicou em apenas um ano, revelou hoje o diretor regional da Habitação.

Em declarações à Lusa, Carlos Faias lembrou que durante este ano (o prazo para a requisição dos apoios terminou a 30 de setembro) o Governo Regional recebeu 41 candidaturas, contra apenas 17 em igual período do ano passado.

"De 2014 para 2015 registámos um aumento de cerca de 140% no número de candidaturas e se nós compararmos as candidaturas de 2015 com o número de candidaturas desde que o programa existe, ou seja, desde 2005, significa que este número representa cerca de 70% do total de candidaturas", explicou.

O diretor regional da Habitação admite, ainda assim, que, apesar de terem conhecimento do problema, há proprietários que ainda se recusam a intervir nas suas casas.

"Estamos a falar de famílias idosas, que muitas vezes se acomodam e não procuram candidatar-se a este tipo de apoios, até porque não querem ter o incómodo de ter obras nas suas habitações", lembrou Carlos Faias.

Apesar disso, o diretor regional da Habitação espera que as intervenções que agora serão realizadas possam dar origem a outras, através do "efeito de imitação ou propagação".

"Ou seja, se eu vejo que o meu vizinho está a fazer obras, que teve apoios, que a obra correu bem, então também vou querer fazer", exemplificou Carlos Faiais.

O Governo dos Açores disponibiliza apoios para o combate à infestação e também à recuperação de habitações danificadas pelas térmitas, que vão desde a bonificação de juros na contração de empréstimos até a subsídios a fundo perdido, a uma média de 15 mil euros por habitação.

Só este ano, o executivo prevê gastar cerca de 500 mil euros nestas intervenções.

O governo está a desenvolver, juntamente com a Universidade dos Açores, um plano de intervenção, por um período de 10 anos, destinado a controlar e eventualmente também a erradicar a praga das térmitas nos Açores.

Carlos Faias acredita que será possível controlar o crescimento das térmitas no arquipélago, mas considera que a erradicação "será difícil".

"Nesta primeira fase, aquilo que podemos fazer é controlar a praga, eventualmente nalgumas freguesias poderemos efetivamente conseguir erradicá-la, mas erradicar de todo será difícil", referiu o diretor regional da Habitação.

Nos Açores, o combate à infestação das térmitas é uma competência repartida entre a Secretaria Regional da Solidariedade Social (que tem o pelouro da Habitação) e a Secretaria Regional da Agricultura e Ambiente.


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