Novo telescópio "faz luz" sobre o céu no OASA (vídeo)

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Rui Jorge Cabral   Regional   27 de Jun de 2014, 16:29

O Observatório Astronómico de Santana - Açores (OASA)inaugurou quinta-feira à noite um novo telescópio de grande alcance, com a mais recente tecnologia e cujas imagens são apenas visíveis já diretamente no computador, com alta qualidade.

Segundo revelou ao Açoriano Oriental Pedro Garcia, técnico de divulgação científica do OASA, com este novo telescópio estão criadas as condições “para podermos ver objetos que o nosso olhar não alcança, ou pela pouca luz, ou porque estão mesmo fora da banda do visível”.


O novo telescópio do OASA permite não só apontar para objetos mais pequenos no céu, como também captar imagens desses mesmos objetos, pois tem uma máquina fotográfica associada e pode fixar esses objetos muito distantes através de longas exposições.


Pedro Garcia afirma que o novo telescópio vai autenticamente ‘fazer luz’ sobre uma série de objetos muito distantes e que estão fora da banda do visível com os telescópios tradicionais. “Já tivemos aqui pessoas a observar nebulosas como a Órion ou a galáxia de Andrómeda e reparavam no pouco que conseguíamos ver com os telescópios que tínhamos, menos do que as próprias pessoas já tinham visto pela internet”, refere Pedro Garcia.


O OASA abre sempre as suas portas ao público em geral e sem marcação em todas as primeiras sextas-feiras do mês e o técnico de divulgação científica nota nas pessoas que frequentam o Observatório nessas noites que “vêm sempre à espera de ficarem fascinadas com a Astronomia”, o que acontece com frequência e tem levado as pessoas a voltarem novamente na busca de fazerem novas observações dos astros.


Claro que para os leigos são os planetas do sistema solar e mesmo a Lua, que todos vemos à vista desarmada em noites de céu limpo, o que as pessoas mais esperam ver numa primeira experiência ao telescópio.


“Sempre que temos Júpiter ou Saturno, temos a noite garantida”, revela Pedro Garcia, para quem “até a Lua, que está sempre tão presente, também gera fascínio quando é possível ver os seus mares e as suas crateras”.


Com o novo telescópio pretende-se ver para além do sistema solar, num equipamento onde nem é possível fazer a observação direta, mas sim através das imagens que o telescópio capta e que são depois processadas por computador. Para Pedro Garcia, “esta acaba por ser uma ferramenta nova que temos, pois podemos projetar as imagens para todas as pessoas verem e acompanhar melhor alguns fenómenos”, conclui.


O OASA tem tido mais de 10 mil visitas por ano.


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