Novo sismo de baixa magnitude sentido nas Furnas

Novo sismo de baixa magnitude sentido nas Furnas

 

Lusa/AO Online   Regional   6 de Jan de 2015, 06:47

O Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA) informou hoje que um novo sismo foi sentido nas Furnas, ilha de São Miguel, e que se mantém a "atividade sísmica" de baixa magnitude naquela zona, embora menos frequente.

"Mantém-se a atividade sísmica a oeste das Furnas, ilha de São Miguel, embora com uma menor frequência de eventos. A atividade sísmica no resto dos Açores encontra-se, no geral, dentro dos níveis normais de referência", refere o CIVISA, numa informação publicada no seu portal na internet.

Desde domingo que o CIVISA regista atividade sísmica "acima dos valores normais" perto das Furnas, no concelho da Povoação.

Só no domingo, foram registados 48 sismos de baixa magnitude, com epicentro entre quatro e cinco quilómetros a oeste das Furnas.

Hoje, e como o CIVISA havia já informado, a atividade sísmica na zona das Furnas diminuiu, demonstrando "uma tendência decrescente".

No entanto, um novo sismo foi sentido, nas Furnas, às 18:19 locais (19:18 em Lisboa), segundo o CIVISA e a proteção civil dos Açores.

O sismo teve magnitude de 1.8 na escala de Richter e foi sentido com intensidade máxima II (escala de Mercalli Modificada).

Até agora, o sismo de maior magnitude foi registado no domingo, às 08:44 locais, e teve magnitude de 2.0 na escala de Richter. Foi também sentido nas Furnas.

Não há registo de quaisquer danos relacionados com estes sismos.

O investigador do CIVISA, e também reitor da Universidade dos Açores, João Luís Gaspar, disse hoje à Lusa que "estes tipos de crises sísmicas muito localizadas no espaço e no tempo são frequentes em sistemas simovulcânicos" como o da zona em questão.

"Este padrão de atividade já aconteceu no passado. Normalmente é um padrão caracterizado pela ocorrência de sismos em pequenos grupos e é isto que estamos também a verificar agora. Para todos os efeitos mantêm-se as recomendações para situações deste tipo que devem ser tomadas pela população", salientou.



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