Novo rei da Arábia Saudita deve promover os direitos humanos


 

Lusa/AO online   Internacional   23 de Jan de 2015, 17:24

A organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW) apelou ao novo rei saudita para acabar com a perseguição aos dissidentes e com as discriminações contra as mulheres e a minoria xiita do país.

 

“O rei Salman deve fazer avançar o país acabando com a intolerância em relação à liberdade de expressão, erradicando o sexismo e as discriminações de ordem religiosa e encorajando a criação de um sistema judicial justo e imparcial”, considerou o diretor-adjunto da HRW para o Médio Oriente, Joe Stork.

Para o responsável da organização com sede em Nova Iorque, o novo soberano saudita deve tomar medidas “para proibir as discriminações em relação às mulheres e às minorias religiosas e proteger a liberdade de expressão”.

Salman bin Abdulaziz al Saud tornou-se hoje o novo rei da Arábia Saudita após a morte do seu meio-irmão Abdullah.

A Arábia Saudita é o único país do mundo onde as mulheres não têm o direito de conduzir. Além disso, as sauditas necessitam de uma autorização de um familiar do sexo masculino para poderem trabalhar, casar-se ou viajar.

Em relação à liberdade de expressão, um bloguista saudita foi recentemente condenado a 10 anos de prisão e a mil chicotadas.

Riade, que aplica uma versão rigorosa da ‘sharia’ (lei islâmica), realizou em 2014 o terceiro maior número de execuções no mundo.

“Um passo importante seria retirar a lei vaga utilizada para processar os sauditas e redigir um código penal que protegesse os direitos humanos”, insistiu Stork.

Também o secretário-geral da Amnistia Internacional, Salil Shetty, considerou hoje que "o regime saudita é insensível aos direitos humanos".

"O regime saudita é insensível aos direitos humanos e à dignidade humana e, infelizmente, é protegido por vários países ocidentais por ter petróleo e por ser visto como aliado na luta contra o terrorismo. De facto, quando se violam os direitos humanos, como faz a Arábia Saudita, alimenta-se o terrorismo, não se combate", sublinhou o dirigente da organização de defesa dos direitos humanos com sede em Londres.

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