Novo modelo de transporte aéreo é um "ponto de partida"

Novo modelo de transporte aéreo é um "ponto de partida"

 

Lusa/AO Online   Regional   23 de Jan de 2015, 05:17

O líder do PS/Açores, Vasco Cordeiro, defendeu que o novo modelo de transporte aéreo na região é um "ponto de partida" e não um "ponto de chegada" e afirmou que o sucesso do turismo depende dos empresários.

“Não é demais reforçar a importância de todos nós termos a consciência de que este novo modelo de obrigações de serviço público de transporte aéreo é um ponto de partida, não é um ponto de chegada”, declarou.

O responsável presidiu hoje à iniciativa do grupo parlamentar socialista subordinada ao tema “Obrigações de serviço público - novas acessibilidades, novas oportunidades para os Açores”, que visou refletir sobre esta temática com a sociedade civil, em Ponta Delgada.

O também presidente do Governo Regional considerou que este modelo é “particularmente benéfico” para a região, mas também “particularmente exigente” para os agentes do setor turístico.

O chefe do executivo açoriano reiterou, nesse contexto, que o sucesso do turismo dos Açores não depende apenas do modelo de transporte aéreo, havendo que ter outros fatores em conta: os empresários, “mais do que nunca, têm que se empenhar no seu sucesso”, afirmou.

Vasco Cordeiro está, contudo, convicto de que, tal como no passado, em que os agentes do setor do turismo manifestaram capacidade para ultrapassar os desafios, irão fazê-lo também neste caso.

“Fruto da evolução que já fizemos, parece-me mais pertinente alertar e sinalizar a importância de não se considerar que todos os desafios que o turismo dos Açores tem se encontram resolvidos com a alteração do modelo de transporte aéreo”, frisou.

O líder dos socialistas considerou, por outro lado, que uma vez fechado com o Governo da República o dossiê dos transporte aéreo, a região não esquece as responsabilidades que tem para com o grupo SATA.

Por isso, quando o processo de facilitar as acessibilidades aéreas estiver concluído, a região “está ao lado do grupo SATA para, dentro deste modelo, ajudar a vencer os desafios que se perfilam no futuro”.

O secretário regional dos Transportes e Turismo, um dos oradores do painel sobre as obrigações de serviço público do transporte aéreo, considerou que uma das principais metas a que se propôs o executivo nas negociações com o Governo da República foi a “defesa intransigente” dos residentes e estudantes.

Vítor Fraga considera que o modelo de transporte aéreo alcançado é “fortemente competitivo e põe o mercado a funcionar”.

O responsável apontou a necessidade de verticalizar a oferta dos Açores em termos turísticos, ou seja, vender o produto em pacote e não individualmente, com base no elemento de diferenciação.


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