Novo concurso para corte de madeira de matas públicas dos Açores avança este ano


 

Lusa/AO Online   Regional   16 de Jul de 2014, 14:54

O presidente do Governo dos Açores revelou esta quarta-feira que o seu executivo está a preparar o segundo concurso para o corte de madeira de matas públicas, que contempla 100 hectares e será lançado ainda este ano.

 

“Pretende-se, assim, dar seguimento à abordagem quanto ao contributo que o setor florestal pode dar para o desenvolvimento da nossa região, sobretudo numa componente que tem um peso considerável, que tem a ver com a exportação de criptoméria e sua valorização”, declarou Vasco Cordeiro.

O chefe do executivo açoriano falava aos jornalistas no final de uma audiência concedida, em Ponta Delgada, ao secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Francisco Gomes da Silva.

Vasco Cordeiro considerou que a valorização da criptoméria passa pela certificação da gestão florestal nas diferentes ilhas dos açores.

Nos Açores, existem 71 mil hectares de floresta (31% do território das ilhas), sendo 12.698 criptoméria. Estão sob gestão pública 4.500 hectares desta espécie.

O Governo dos Açores anunciou no final de janeiro um plano de "rentabilização da fileira da madeira" que começou com a abertura de um primeiro concurso internacional para o corte e venda de 103 hectares de árvores em matas públicas localizados em zonas dos concelhos do Nordeste, Povoação e Ribeira Grande (ilha de São Migue).

Em abril, o executivo revelou que adjudicou mais de 40% da área de criptoméria colocada a concurso.

Esse concurso previa que os vencedores procedam ao abate das árvores (da espécie criptoméria), à sua venda para fora do mercado açoriano e à reflorestação das zonas cortadas, segundo um plano de gestão já elaborado.

“Tudo isto é feito de forma articulada com aquela que é a estratégia que o país segue a esse nível. Aliás, nesse âmbito, termina na próxima sexta-feira o período de consulta pública da Estratégia Florestal dos Açores (EFA) que integrará a Estratégia Nacional para as Florestas, em fase de atualização”, declarou hoje Vasco Cordeiro.

O líder do executivo dos Açores citou como principais objetivos da EFA a certificação da gestão florestal, valorização dos produtos e aumento da competitividade do setor, visando a promoção da criação de riqueza e de postos de trabalho, a médio prazo.

“A componente da floresta tem uma importância estratégica para os Açores na qual o Governo Regional está profundamente empenhado, no sentido não apenas de proteção do património florestal da região, mas também de valorizá-lo e transformá-lo num fator de criação de riqueza e de emprego”, frisou.

Quanto ao secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, referiu que os Açores têm um “potencial enorme” em várias áreas, destacando o que considerou como “especificidades” na produção florestal e produção agrícola que são passíveis de valorizações.

“A procura de novos mercados e novas valorizações com produtos com origem nas ilhas dos Açores, vegetais e animal, são uma realidade”, declarou Francisco Silva.


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