Novo comandante da Zona Aérea dos Açores quer manter boas relações com os EUA

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O novo comandante da Zona Aérea dos Açores (ZAA), Brigadeiro-General piloto-aviador Eduardo Faria, salientou hoje a importância geoestratégica da base aérea n.º4, nas Lajes, defendendo a manutenção de boas relações com a Força Aérea norte-americana.
 

"A presença das forças americanas nesta base portuguesa revela a continuada importância geoestratégica desta unidade, consubstanciando, assim, o tático reconhecimento de que devem subsistir fortes e saudáveis relações entre Portugal e os Estados Unidos onde a diplomacia e cooperação têm de estar permanentemente de mãos dadas", frisou.

Eduardo Faria falava, na base aérea n.º4, nas Lajes, na cerimónia em que tomou posse como comandante da Zona Aérea dos Açores.

Também o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, Manuel Teixeira Rolo, considerou que a Zona Aérea dos Açores "assume vital relevo dada a sua inserção num contexto geoestratégico de enorme importância para a segurança das nações", acrescentando que tem imperado "um ambiente de cooperação harmoniosa" na relação com a Força Aérea dos Estados Unidos.

Eduardo Faria, que foi comandante da base aérea n.º4 e presta serviço nas Lajes desde 2001, destacou, por outro lado, o papel da Força Aérea nos Açores, nas evacuações médicas inter-ilhas.

"Esta será, seguramente, uma das preocupações deste comando que acabo de assumir: a proximidade e colaboração com as autoridades regionais, por forma a garantir resposta às frequentes solicitações das gentes deste arquipélago. Temos consciência da elevada relevância destas missões de interesse público, para além das ocorrências relacionadas com catástrofes naturais ou acidentes e a busca e salvamento", salientou.

O novo comandante da Zona Aérea dos Açores apelou ao empenho dos militares e civis ao serviço na região, face à escassez de meios.

"Os recursos humanos, materiais e financeiros postos à nossa disposição são os que nos podem disponibilizar e porque são escassos obriga-nos a um grande empenho, exigência individual e coletiva, inovação e dinamismo, na procura de opções que assegurem ganhos de eficiência, com base numa gestão criteriosa e conscienciosa desses recursos", adiantou.

Por sua vez, o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea realçou o "esforço bastante significativo" da Força Aérea para manter nos Açores dois helicópteros e um avião em permanência e meios humanos para os operar, "tendo em conta os recursos humanos materiais e financeiros cada vez mais limitados".

"A Força Aérea, através das estruturas e meios da responsabilidade desta Zona Aérea, tem apoiado incondicionalmente a população dos Açores, assegurando principalmente, com exemplar profissionalismo, determinação e espírito de bem servir, as ações de busca e salvamento e as evacuações aero-médicas, numa área geográfica por vezes com condições muito adversas", frisou.

Manuel Teixeira Rolo destacou também o "empenho e elevado grau de prontidão" com que a Força Aérea tem atuado "nas ações de fiscalização das pescas e do controle do narcotráfico" e o apoio "a todos aqueles que em situação de perigo ou acidente atravessam a extensa área dos Açores".