Novas ligações aéras resultam de processo longo e minucioso

Novas ligações aéras resultam de processo longo e minucioso

 

Lusa/AO online   Regional   23 de Jul de 2014, 18:50

O presidente do Governo dos Açores sublinhou que o novo modelo das ligações aéreas para o arquipélago resultou de uma negociação com a República "durante largo tempo", não vendo razões para vir a ser questionado por causa da Madeira.

O presidente do Governo dos Açores sublinhou hoje que o novo modelo das ligações aéreas para o arquipélago resultou de uma negociação com a República "durante largo tempo", a propósito das questões levantadas pelo seu homólogo da Madeira.

Vasco Cordeiro foi questionado por jornalistas em Ponta Delgada sobre a posição assumida pelo presidente do executivo da Madeira, Alberto João Jardim, que considera que o novo modelo de ligações aéreas para os Açores beneficia os açorianos em relação aos madeirenses, reclamando um tratamento igual.

Questionado sobre estas questões levantadas por Jardim e se elas poderão levar a algum "retrocesso" no acordo anunciado para os Açores na semana passada, Vasco Cordeiro respondeu que não vê "a questão dessa forma".

"Nós temos um processo que decorreu durante largo tempo, que permitiu uma análise minuciosa, muito detalhada. Foi possível alcançar um entendimento quanto aos contornos desse modelo. Não vejo razão nenhuma para uma coisa influenciar a outra", afirmou.

Alberto João Jardim solicitou hoje ao Governo da República "um tratamento igual para os cidadãos da Madeira, em relação aos cidadãos dos Açores, em matéria de transportes aéreos".

Uma nota divulgada hoje pelo gabinete da presidência do executivo madeirense dá conta de que "o Governo Regional da Madeira manifestou a sua estupefação pela não aceitação, ao longo dos últimos anos, das propostas da região que visam aperfeiçoar o serviço aéreo aos madeirenses e porto-santenses, como também pela incapacidade da tutela em intervir na presente situação na TAP".

Confrontado com o facto de os Açores terem conseguido um acordo que não é igual ao da Madeira, Vasco Cordeiro reafirmou não ver a questão dessa forma.

“O que eu vejo é que a Madeira não tem o modelo dos Açores”, declarou.

Segundo o anúncio feito por Vasco Cordeiro na semana passada, os governos dos Açores e da República chegaram a um acordo que prevê a liberalização das ligações aéreas entre o continente e duas ilhas do arquipélago (São Miguel e Terceira) e uma tarifa máxima de 134 euros para os residentes nos Açores.

No caso da Madeira, os residentes nesta região autónoma beneficiam não da garantia de uma tarifa máxima, mas de un subsídio fixo por viagem ao continente.


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