Nova explosão dificulta combate ao incêndio em petroleiro ao largo da China

Nova explosão dificulta combate ao incêndio em petroleiro ao largo da China

 

Lusa/AO online   Internacional   12 de Jan de 2018, 14:31

O petroleiro iraniano em chamas, há vários dias, ao largo da cidade chinesa de Xangai sofreu uma nova explosão e entrou, à deriva, na zona económica exclusiva do Japão, indicaram as autoridades iranianas e japonesas.

A nova explosão complicou as operações para extinguir as chamas, indicou o diretor-adjunto para os Assuntos Marítimos da Organização dos Portos iranianos, Hadi Haghshenas.

"Se não fosse pela explosão desta manhã, talvez o fogo já tivesse sido extinto”, salientou Haghshenas à rádio-televisão estatal iraniana Irib.

O petroleiro Sanchi, com 136 mil toneladas de petróleo condensado (um hidrocarboneto ultra-leve usado para produzir gasolina, diesel, jetfuel e combustível de aquecimento) a bordo, pegou fogo a 06 de janeiro depois de ter colidido com um cargueiro chinês (com bandeira de Hong-Kong). O acidente aconteceu 300 quilómetros a Leste (ao largo) da cidade chinesa de Xangai.

A bordo seguiam também 32 tripulantes - 30 iranianos e dois marinheiros do Bangladesh. Até ao momento apenas foi recuperado o corpo de um dos tripulantes.

Segundo Hadi Haghshenas, 12 elementos de uma equipa de resgate de elite foram enviados de emergência a partir do Irão. No entanto, ainda estão em Xangai, à espera que as condições meteorológicas lhes permitam chegar ao navio acidentado.

"O petroleiro está à deriva a partir do local do acidente (...) rumo a águas japonesas e encontra-se atualmente a cerca de 135 milhas (cerca de 217 quilómetros) da ilha de Okinawa", sublinhou o responsável iraniano.

O Japão anunciou ter posto à disposição um navio de patrulha, uma vez que o petroleiro já se encontra na sua zona económica exclusiva, mas o Irão pede que se usem helicópteros e aviões para combater o incêndio.

"Nós oferecemos apoio (...) mas as autoridades chinesas indicaram que iriam gerir o problema sozinhas", afirmou um porta-voz da guarda fronteiriça japonesa.

Os responsáveis iranianos criticaram a "falta de cooperação" das autoridades chinesas, enquanto o ministério dos Transportes chinês salientou na quinta-feira que a lentidão das operações deve-se às condições meteorológicas “execráveis” e aos gases tóxicos libertados pelo incêndio.

Um porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros considerou que o seu governo mobilizou um “esforço especial nas operações”.

O petroleiro, com bandeira do Panamá, estava a ser operado pela National Iranian Tanker Company (NITC), a companhia que gere a frota de petroleiros iranianos. A carga a bordo destinava-se à firma sul-coreana Hanwha Total.



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