Nobel da Física para descobertas antecipadas por Einstein há um século

Nobel da Física para descobertas antecipadas por Einstein há um século

 

Lusa/AO online   Internacional   3 de Out de 2017, 11:28

O prémio Nobel da Física 2017 foi atribuído a três cientistas por descobertas sobre ondas gravitacionais, ondulações do espaço-tempo, antecipadas há um século por Albert Einstein na sua Teoria da Relatividade Geral.


Os astrofísicos norte-americanos Rainer Weiss, Kip Thorne e Barry Barish partilham o Prémio Nobel da Física pelos seus contributos decisivos para a observação de ondas gravitacionais, que abrem uma nova janela para o conhecimento do universo.

Os três cientistas são responsáveis pelo Observatório de Interferometria Laser de Ondas Gravitacionais (LIGO, na sigla inglesa), que tem como principal missão observar ondas gravitacionais de origem cósmica.

O júri do Prémio Nobel destacou os seus “contributos decisivos” para a observação de ondas gravitacionais, que são considerados um avanço fundamental na investigação que vem confirmar o que antecipou Albert Einstein na sua Teoria da Relatividade Geral.

Os três cientistas foram fundamentais para a primeira observação de ondas gravitacionais em setembro de 2015. Quando a descoberta foi anunciada vários meses depois, foi considerada uma descoberta que abalou o mundo científico.

As ondas gravitacionais são ondulações extremamente fracas no tecido do espaço e do tempo, geradas por alguns dos eventos mais violentos do universo.

As ondas foram detetadas pelos laureados na sequência de uma colisão de dois buracos negros a cerca de 1,3 mil milhões de anos-luz de distância.

Rainer Weiss recebe metade do montante do Prémio Nobel, no valor total de quase um milhão de euros, e Thorne e Barish dividirão a outra metade.

Os três físicos tinham sido este ano distinguidos com o Prémio Princesa das Astúrias para a Investigação Científica e Técnica.

Rainer Weiss, que nasceu em Berlim, Alemanha, trabalha no MIT – Instituto Tecnológico de Massachusetts, enquanto Barry Barish e Kip Thorpe, ambos nascidos nos Estados Unidos, trabalham no Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech).



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